Escolas e serviços de saúde os mais afectados por greve
A greve da função pública levou ontem ao encerramento de várias escolas no distrito de Leiria, como foram exemplo a secundária D. Inês de Castro e EB, 2,3 de S. Martinho do Porto - ambas no concelho de Alcobaça - e a EB 2, 3 Amadeu Gaudêncio, na Nazaré. Ao final da tarde de ontem, o Sindicato dos Professores da Região Centro dava nota de que "não houve aulas" em 13 escolas do distrito de Leiria, situação que atingiu, além de estabelecimentos escolares de Alcobaça e Nazaré, os concelhos de Leiria, na escolas secundárias Afonso Lopes Vieira e Francisco Rodrigues Lobo, a par do encerramento da secundária da Batalha e da EB 2,3 Professor Nery Capucho, na Marinha Grande, a que se juntam, em Pombal, a EB1 Gualdim Pais, e as escolas de Matos da Ranha e de Meirinhas.
No total da região Centro, terão encerrado, e segundo o mesmo sindicato, 105 estabelecimentos escolares.
No distrito de Leiria, também o Mosteiro da Batalha encerrou ao público, e a adesão à greve nos hospitais de Leiria e de Caldas da Rainha rondava, de manhã, os 45 por cento (%). Joaquim Morgado, dirigente sindical da administração pública, estimou em 60% a adesão global à greve no distrito.
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado marcaram a greve contra o congelamento salarial, o agravamento das penalizações das reformas antecipadas, questões relacionadas com as carreiras e com o sistema de avaliação.
Os sindicatos suspenderam a paralisação na região autónoma da Madeira para facilitar os esforços que estão a ser feitos para que a vida na ilha volte à normalidade, após o temporal de 20 de Fevereiro. A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 30 de Novembro de 2007 contra a imposição de um aumento salarial de 2,1 por cento.

Paralisação transversal a toda a região Centro

A greve da função pública levou, igualmente, ao encerramento de escolas no distrito de Coimbra, afectando também a recolha de lixo e os serviços administrativos dos Hospitais da Universidade (HUC), disseram fontes sindicais.
Na cidade, as escolas da Quinta das Flores e Alice Gouveia encerraram, bem como estabelecimentos de ensino em Ceira, São Silvestre, Penacova e Condeixa, disse à agência Lusa fonte do Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC).
Já a recolha de lixo em Coimbra funcionou "apenas com duas viaturas", disse Jacinto Santos, coordenador da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), que estima a adesão à greve naquele sector nos 90 por cento (%).
Nos transportes urbanos (SMTUC), os dados disponibilizados pela FESAP apontam uma adesão no turno da noite de "40 a 50 %".
Marli Antunes, do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro (STFPC), destacou a adesão nos serviços administrativos dos HUC, "encerrados no turno da manhã".
Em Viseu, a greve levou ao encerramento da segunda repartição de finanças bem como de algumas escolas e afectou a recolha de lixo devido à adesão de 75% dos funcionários que fazem este serviço, disse Francisco Almeida, da Frente Comum de Sindicatos do Administração Pública. No mesmo distrito, a greve encerrou as escolas secundárias de Vouzela, Nelas e Carregal do Sal, das básicas 2/3 do Caramulo (Tondela), Santa Comba Dão, Cabanas de Viriato e da escola do primeiro ciclo e jardim de infância de Cinfães.
No Hospital de S. Teotónio, apesar de ainda não haver dados concretos, a greve "não está a ter impacto no funcionamento", disse Luís Viegas, do gabinete de Relações Públicas, na manhã de ontem.
Já no distrito da Guarda, sete escolas dos concelhos de Seia e Gouveia encerraram, segundo o Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC). No hospital Sousa Martins, na Guarda, segundo Honorato Robalo, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), a adesão registada no turno da noite foi de 30,95%, tendo sido garantidas as cirurgias programadas.
Apontou que no serviço de oftalmologia "a adesão à greve por parte de médicos oftalmologistas e de um anestesista, teve reflexos na cirurgia programada" da especialidade, sem avançar dados concretos.
Entretanto, e segundo o SPRC, "as maiores escolas do distrito de Castelo Branco estão sem aulas". Já no Hospital Pêro da Covilhã, a adesão à greve entre os funcionários ronda os 87%, disse o dirigente sindical Carlos Bicho.

 

 

 

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