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Alunos de Leiria analisaram reacções humanas ao contacto com animais
Um Golden Retriever, um Pastor Alemão, um Pastor Belga e um Rottweiler foram os quatro cães que participaram numa análise feita por alunos da Escola Secundária de Domingues Sequeira, em Leiria. No âmbito da Área Projecto, Sara Duarte, Daniela Pereira e Ricardo Reis, alunos do 12.o G, decidiram abordar a terapia com animais, no contexto do tema mais abrangente ‘Viver mais, viver melhor’. Depois de acompanharem um grupo de utentes da Cercilei em sessões de equitação terapêutica, decidiram ‘transportar’ a experiência para as paredes escolares. Ontem, durante a manhã, 65 voluntários (entre alunos, docentes e funcionários) disponibilizaram-se a apoiar os três alunos num estudo analítico sobre a reacção humana ao contacto com os animais. De acordo com Sara Duarte, à entrada, eram medidos os sinais vitais dos voluntários – tensão arterial e pulsação – e era feito um pequeno exercício de “memória, atenção e concentração”, com recurso a um computador. Consoante os níveis medidos, as pessoas eram encaminhadas para os animais mais ou menos activos, de forma a ‘testar’ os estímulos. “As pessoas que apresentavam tensão mais elevada entravam em contacto com um cão mais sereno para as estimular a acalmar”, esclareceu Sara Duarte. Posteriormente, os voluntários estiveram “cerca de oito minutos” com os cães e os donos. À saída, era repetida a medição dos sinais vitais. Os dados recolhidos vão ser agora analisados e vai ser, igualmente, elaborado um relatório de avaliação. “Agora vamos analisar os casos onde a tensão aumentou ou diminuiu e avaliar os factores para essas variações”, explicou Daniela Pereira, ao Diário de Leiria. Os cães (e respectivos donos) fazem parte da Unidade Canina de Salvamento dos Bombeiros Voluntários da Ortigosa.
Reacções foram positivas
“As pessoas reagiram muito bem. Tivemos um caso de alguém que tinha fobia a cães. Foi colocada com o Rottweiler – um cão considerado potencialmente perigoso – e, no final, esse medo foi ultrapassado”, afirmou Daniela Pereira, acrescentando que os voluntários, na sua maioria alunos daquela instituição, gostaram da experiência.
Cristina Duarte |