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Marinha Grande acolhe espetáculos de Sérgio Godinho e Raquel Tavares

A agenda cultural da Marinha Grande inclui atuações de Sérgio Godinho, Raquel Tavares e Lula Pena até ao final do ano.

Sérgio Godinho e Raquel Tavares atuam até ao final do ano na Marinha Grande, revelou a autarquia, que assumiu a a­posta numa “programação cultural com e para todos”.
A agenda para o quadrimestre final deste ano segue a estratégia aprovada pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), através da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, que aposta na formação e captação de públicos, especialmente crianças e jovens, mas também é pensada para pessoas com necessidades especiais, minorias e imigrantes.
A programação cultural do concelho tem ganhado outra dimensão. Além do Teatro Stephens, hoje envolve equipamentos culturais como o Museu do Vidro, o Museu Joaquim Correia, a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira e o Edifício da Resinagem. “A lógica de trabalhar nestes vários espaços e trazer programação integrada para o território foi um dos nosso focos. Depois há outro domínio importante que se prende com o facto de nós mexermos com a comunidade”, destacou a vereadora com o pelouro da Cultura, Ana Monteiro, sublinhando a importância de conseguir “levar as crianças e jovens desde muito cedo a participarem em várias iniciativas da cultura”.
O objetivo, salientou, é que “daqui a 20 anos os jovens sintam que a cultura faz parte deles e tenham experiências completamente diferenciadoras”, admitindo que o nível de participação jovem em muitas iniciativas ainda não é o desejado, ao contrário de cidades que já têm uma programação cultural destas natureza “há 10 ou 15 anos”.
Ainda assim, o trabalho feito tem vindo a colher frutos. Após ano e meio de implementação da estratégia, que implica “investir como nunca se fez na cultura - diretamente são 800 mil euros”, assiste-se a “uma revolução no território”, considerou a também vice-presidente da Câmara.
Apesar do grosso do investimento ser feito a pensar a longo prazo e “ser cedo para se ver essa transformação”, a vereadora da Cultura sente que a população local “já começa a interessar-se e a procurar” o que acontece na Marinha Gran­de. “Ainda estamos numa fase embrionária. Nós estamos com dois anos de exercício. Ainda é muito pouco”, mas, “no último ano, percebemos que as pessoas começaram a reservar espetáculos com maior antecedência, vão à BOL [Bilheteira Online] e já se começam a habituar que conseguem encontrar no concelho oferta cultural de qualidade. Podem ir a outros lados, mas, se quiserem, já têm cá”, esclareceu.
A preocupação com a acessibilidade também marca a programação. A maioria dos espetáculos é gratuita e, nos casos em que o bilhete é pago, o valor não ultrapassa os sete euros.
Já o diretor artístico, Carlos Veríssimo, comparou o trabalho cultural desenvolvido no concelho a uma floresta em crescimento, cujos frutos deverão ser colhidos daqui a cerca de 20 anos.
“Estamos a tentar compreender quais é que são os desafios e estamos agora a tentar fazer um trabalho mais estreito como já fizemos com a educação. Iniciámos este processo para chegar a outro tipo de comunidades e vamos trabalhar especificamente com as comunidades”, como por exemplo, a comunidade cigana, migrantes e crianças com necessidades educativas específicas.
A participação da comunidade é uma das prioridades e acontece, por exemplo, na plataforma de criação ‘A fábrica’, de onde já surgem contributos para a programação, como o concerto, ‘Liberdade 25’, que Sérgio Godinho & Os Assessores dão no Teatro Stephens no dia 27. Antes, na noite do próximo sábado, a programação arranca com ‘Quarteirão Cultural’, um conjunto de atividades no Edifício Resinagem e Núcleo de Arte Contemporânea. O alinhamento inclui vídeo, artes visuais, DJ, dança, circo contemporâneo, atividades para famílias, lojas ‘pop up’ e hip hop de Xtinto.
No dia 25, no Auditório da Resinagem, estreia ‘Kit Memória Empalhar’, em que Vânia Colaço e Margarida Cabral recordam o papel das empalhadeiras na indústria vidreira.
Em outubro, apresenta-se na Marinha Grande, no dia 4, a companhia Nadine Gerspacher, com ‘BirdsLAND’, peça de teatro-dança inspirada em Fred Astair e Ginger Rogers.
No dia 25 de outubro, há concerto com Raquel Tavares, para festejar o aniversário do Teatro Stephens com fado tradicional.
Ao longo do mês, circulam pelas escolas do concelho propostas integradas no projeto ‘Casulo’.
Para novembro, a tarde do dia 8 junta dança de São Castro e António M. Cabrita, ‘hOLD’, com música de Lula Pena, que leva à Marinha Grande o espetáculo ‘Archivo Pittoresco’.
O monólogo ‘Desconfortável’, de Diana Nicolau, sobe ao palco do Teatro Stephens no dia 15 de novembro e entre os dias 28 e 30 há ‘Ciclo à margem’. Ao longo desses três dias, vários locais da Marinha Grande recebem Moura, João Polido e convidados, Mariana Lemos e Joana Guerra, Bruno Pernadas, Duarte Valadares e Companhia Instável, Dinis Brito e uma sessão de palco aberto.
‘Casulo’ leva a circular pelas escolas São Castro e Teresa Alves da Silva, We Tum Tum e Terra Amarela.
A agenda da Marinha Grande encerra com a performance ‘Chá das Cinco’, de Coração nas Mãos, no dia 6 de dezembro, e Concerto de Natal, pelo Orfeão de Leiria, no dia 14.

Setembro 17, 2025 . 14:00

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