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Von der Leyen substituída por chefe da diplomacia em cimeira da UE

Ursula von der Leyen, não se deslocará a Santa Marta nos dias 9 e 10 de novembro para participar na cimeira UE-CELAC

A presidente da Comissão Europeia será substituída pela chefe da diplomacia comunitária na cimeira da UE com a Comunidade de Estados da América Latina e das Caraíbas (CELAC), na Colômbia, acompanhada pelo presidente do Conselho Europeu.

Fontes europeias hoje ouvidas pela Lusa em Bruxelas confirmaram que a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, não se deslocará a Santa Marta nos dias 9 e 10 de novembro para participar na cimeira UE-CELAC, sendo substituída pela alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas.

A chefe da diplomacia comunitária será acompanhada pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, que vai cumprir a responsabilidade de representação externa da UE, apesar das “crescentes tensões geopolíticas e divisões globais”, como entre a Colômbia e os Estados Unidos, indicou por sua vez a porta-voz do antigo primeiro-ministro português à Lusa.

“Numa altura de crescentes tensões geopolíticas e divisões globais, a próxima cimeira constitui uma importante oportunidade para manter o compromisso entre a UE e a CELAC. O presidente Costa deslocar-se-á a Santa Marta para copresidir e representar a União Europeia”, referiu.

De acordo com a porta-voz de António Costa, “esta reunião reafirma o compromisso dos Estados-membros em manter um envolvimento ativo com os países da CELAC e em manter a prática de realizar cimeiras regulares entre ambas as regiões”.

“O presidente Costa continua totalmente empenhado na parceria estratégica UE-CELAC e, neste período de volatilidade e incerteza, é vital que a UE continue a agir como um parceiro fiável e previsível”, adiantou.

Assim sendo, o antigo primeiro-ministro português viajará para Santa Marta para copresidir à cimeira - juntamente com o Presidente colombiano, Gustavo Petro -, cumprindo o compromisso de os dois blocos se reunirem a cada dois anos.

De momento, registam-se tensões diplomáticas entre Bogotá e Washington depois de os Estados Unidos terem aplicado sanções a Gustavo Petro e de o terem acusado de colaborar com o narcotráfico. A Colômbia, por seu lado, condena os bombardeamentos norte-americanos de embarcações e os classifica como assassinatos, recusando extraditar líderes rebeldes sem garantias de paz.

A 4.ª cimeira da UE e da CELAC vai juntar, na próxima semana, líderes europeus, latino-americanos e caribenhos com o objetivo de reforçar as relações entre ambas as regiões, neste formato que é o principal fórum de diálogo e cooperação entre os blocos.

Porém, o encontro de alto nível está a ser marcado por uma baixa participação devido ao contexto geopolítico.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, não participará na cimeira, foi hoje anunciado.

É esperado que, no final da cimeira, seja divulgada uma declaração política.

No encontro de alto nível, serão abordados temas como a promoção das energias renováveis e descarbonização, a interligação elétrica com a União Europeia, a digitalização inclusive, o financiamento climático, a redução de riscos de catástrofes, a redução da dependência das importações farmacêuticas, o reforço do multilateralismo e a gestão dos fluxos migratórios.

Novembro 4, 2025 . 18:05

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