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Governo contabiliza cerca de 12.000 pedidos de apoios devido à tempestade

O Governo já procedeu aos primeiros pagamentos de apoios às zonas afetadas pela depressão Kristin

O Governo contabilizou cerca de 12.000 pedidos, dos quais 5.000 para reconstruir habitações e 3.500 de empresas, revelou o primeiro-ministro.

“Nós estamos hoje já a proceder aos primeiros pagamentos. Nós temos já cerca de 5.000 pedidos para ajuda à reconstrução […]. São cerca de 5.000 que já estão neste momento processados”, afirmou Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita a Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra.

Ainda sobre as medidas de apoios às zonas afetadas pela depressão Kristin, o chefe do Governo, que assume transitoriamente a pasta da Administração Interna, indicou que se registam cerca de 3.500 pedidos de empresas no âmbito do acesso a linhas de crédito, “com um volume que já ultrapassa os 540 milhões de euros”.

“E em termos de agricultores e produtores florestais, já temos cerca de 3.500 [pedidos] também processados”, acrescentou Luís Montenegro.

Em termos de medidas de apoio, o Governo anunciou um pacote de até 2,5 mil milhões de euros, que se destina às zonas abrangidas pela situação de calamidade após as recentes intempéries, em particular a depressão Kristin, com impacto desde 28 de janeiro, há precisamente duas semanas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo (15 de fevereiro) para 68 concelhos de Portugal continental, cuja vigência começou a 28 de janeiro.

Relativamente à reconstrução de habitações, o primeiro-ministro indicou que os cerca de 5.000 pedidos incluem aqueles que são até 5.000 euros e que não têm nenhuma outra diligência que não seja um registo fotográfico a justificar as reparações que são necessárias, mas também os apoios entre os 5.000 e os 10.000 euros, com uma vistoria das câmaras municipais, das juntas de freguesia e das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

A informação sobre os apoios disponíveis pode ser consultada no ‘site’ apoioscalamidade.gov.pt.

Questionado pelos jornalistas sobre ainda haver muito trabalho por fazer na resposta às intempéries que assolam o país, Luís Montenegro afirmou “com certeza que há”, realçando que o Governo está a trabalhar “todos os dias”.

Sobre se fica mais complicado gerir a situação após a demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, o chefe do Governo respondeu que o importante é que as pessoas sintam que as coisas que vão sendo decididas são executadas.

“E é isso que estamos também a fazer, num tempo que é um tempo muito rápido”, considerou.

Quanto a questões de prevenção, proteção e socorro, Luís Montenegro assegurou “toda a prontidão em todo o território, mas particularmente naquele território que está hoje com maior incidência”, nomeadamente Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure, concelhos que estão mais expostos ao risco de cheias e que estão a passar “por uma situação de maior contingência”, inclusive com necessidade de evacuação de povoações e de instituições sociais.

“Tudo aquilo que tem de ser feito para que as pessoas não se sintam sozinhas e não estejam, efetivamente, está a ser feito”, garantiu.

Em relação à situação de milhares de cidadãos sem abastecimento de energia elétrica, muitos dos quais desde 28 de janeiro, o primeiro-ministro reconheceu que “algumas pessoas” ainda não viram esse problema ultrapassado e sublinhou que o Governo “não pode lamentar mais”, ressalvando que “será difícil” lamentar mais do que as populações afetadas.

“Mas está a ser feito o maior esforço possível. Simplesmente, como sabemos, muitas das infraestruturas ficaram absolutamente danificadas e a recuperação é uma recuperação difícil”, justificou.

Contudo, reforçou ainda que o trabalho está a ser feito e hoje existem “cerca de 40 mil clientes de energia que ainda não têm a situação reposta”, referindo que “já foram menos, inclusivamente, mas com esta saturação, com as chuvas sucessivas, algumas operações de recuperação tiveram alguns percalços”.

Fevereiro 11, 2026 . 20:15

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