
Aumento significativo na recolha de biorresíduos em 2025
A empresa de tratamento e valorização de resíduos urbanos EGF registou em 2025 um “crescimento significativo de 14%” na recolha de biorresíduos, indica um balanço divulgado ontem, que destaca a “tendência positiva” da recolha seletiva.
Segundo um balanço sobre o ano passado a energia produzida a partir de resíduos ultrapassa os 500 GWh (gigawatt hora).
Num comunicado, a empresa, que chega a 174 municípios e mais de metade da população do continente, destaca nos números do ano passado as 145 mil toneladas valorizadas de biorresíduos, um aumento de 14% (mais 17 mil toneladas) face a 2024.
“Este desempenho é o resultado do aumento da recolha de biorresíduos por parte dos municípios, aliado ao investimento contínuo nas instalações de valorização orgânica e à modernização das infraestruturas já existentes”, justifica a EGF no comunicado, acrescentando que a produção de corretivos orgânicos atingiu as 32 mil toneladas em 2025, “contribuindo para a promoção da economia circular e para a regeneração dos solos agrícolas”.
No ano passado a recolha seletiva aumentou 5%, face ao período homólogo, totalizando 732 mil toneladas de materiais recolhidos seletivamente, tratados e valorizados, indica também a empresa.
Segundo o comunicado a recolha seletiva de plástico e metal manteve a tendência de crescimento, com um aumento de 4%, totalizando 112 mil toneladas. O papel/cartão subiu também 4%, alcançando as 157 mil toneladas, e o vidro teve um crescimento de 1%, totalizando 136 mil toneladas.
Quanto à produção de energia a partir de resíduos foram produzidos no ano passado 501 GWh de energia elétrica, dos quais 461 GWh exportados para a rede nacional, o equivalente ao consumo anual de uma cidade com cerca de 250 mil habitantes. O restante foi utilizado para autoconsumo.
De acordo com o comunicado a gestão dos sistemas de tratamento e valorização de resíduos é feita através de 11 empresas concessionárias (Algar, Amarsul, Ersuc, Resiestrela, Resinorte, Resulima, Suldouro, Valorlis, Valorminho, Valnor, Valorsul), constituídas em parceria com os municípios servidos, que processam anualmente cerca de 3,3 milhões de toneladas de resíduos urbanos (RU), servindo uma população de 6,3 milhões de pessoas distribuídas por 174 municípios, numa área equivalente a 60% do território em Portugal.








