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Região pede análise mais cuidada na distribuição dos meios das forças de segurança


Texto: Agência Lusa | Foto: LFC/Arquivo Quinta, 08 de Junho de 2023

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), Gonçalo Lopes, pediu uma análise mais cuidada na distribuição dos recursos das forças de segurança, fazendo corresponder os meios ao crescimento populacional.
“Achamos que deverá haver uma análise mais cuidada daquilo que é a distribuição dos recursos humanos pelo país, tendo em conta aquilo que também é o nível de crescimento populacional que as regiões têm”, afirmou à agência Lusa Gonçalo Lopes, também presidente da Câmara de Leiria.
O autarca falava à margem da reunião do Conselho Intermunicipal da CIMRL, onde têm assento os presidentes das 10 câmaras da Região de Leiria: Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
No início da reunião, foram avaliadas as condições de segurança e prevenção da criminalidade na Região de Leiria, com responsáveis da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Segundo Gonçalo Lopes, “a região de Leiria, sobretudo na área de influência da PSP, tem vindo a crescer o seu nível populacional, tendo em conta os movimentos migratórios e o facto de ser uma região pujante do ponto de vista económico”.
“Se estamos a crescer a um ritmo de 10% em termos populacionais, não poderemos estar a regredir no que diz respeito às respostas do serviço público, seja na área da segurança, seja na área da saúde”, declarou, considerando haver necessidade de um esforço na “redistribuição do efetivo, de maneira mais equilibrada”, sabendo que se está “sempre a gerir escassez”.
Gonçalo Lopes adiantou que a reunião com PSP e GNR “teve como principal objetivo fazer um ponto de situação sobre a criminalidade” na região e, também, “fazer um ponto de situação relativamente àquilo que são os próximos meses e os eventos que vão acontecer”.
O autarca explicou que se abordaram, igualmente, “as condições de funcionamento das forças de segurança, que têm um nível muito reduzido ou inferior ao necessário relativamente aos efetivos disponíveis”.
“Deixa-nos com a necessidade de reclamar para a região um reforço”, disse o presidente da CIMRL, alertando que, para se conseguir “captar e fixar estes recursos humanos, é necessário existir também investimento nas condições de trabalho”, nomeadamente as instalações.

Autarca preocupado com falta de atratividade da profissão
Gonçalo Lopes avisou que se não existirem condições de trabalho, a juntar “àquilo que são as condições de remuneração e da própria carreira das forças de segurança”, pode estar-se “a criar um efeito muito negativo no que diz respeito à atratividade da região” para elementos da PSP e da GNR.
Já o comandante distrital de Leiria da PSP, superintendente José Figueira, salientou que “mais do que preocupações”, transmitiu aos autarcas “uma mensagem de esperança e dedicação da PSP à causa pública”.
Reconhecendo que “estão identificadas algumas faltas, algumas necessidades” no efetivo, José Figueira reiterou, para autarcas e população, “uma mensagem de tranquilidade e de paz”.
“A Polícia, com os meios que tem, independentemente de serem poucos ou de existirem faltas, cumpre sempre a sua missão”, garantiu.
No território da CIMRL, a PSP está presente nas cidades de Leiria, Marinha Grande e Pombal. A GNR está em todos os concelhos.
Já o major Paulo Sousa, do Comando Territorial de Leiria da GNR, realçou que esta força de segurança “tem a responsabilidade de contribuir para o sentimento de segurança que caracteriza a região”, notando que é “vista como uma das mais seguras no país”, havendo preocupação para que assim se mantenha.
O major destacou ainda o papel da GNR na questão dos incêndios rurais, incluindo sensibilização, vigilância, prevenção, fiscalização e no combate de primeira intervenção.



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