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Vigilância na floresta do Arrabal assegurada por 100 voluntários


Texto: Cristiana Bernardino | Foto: JFA Domingo, 27 de Agosto de 2023

São já 100 os voluntários que, todos os dias, permanentemente, asseguram a vigilância na floresta da freguesia do Arrabal e na rede viária, para prevenção contra os incêndios florestais e outras anomalias com impacto ambiental. Os voluntários que agora passaram a integrar a Unidade Local de Proteção Civil (ULPC), vigiam as diferentes zonas florestais a caminhar, correr, de carro ou até de mota e bicicleta.
Na terça-feira, durante a reunião do executivo, a presidente da Junta de freguesia do Arrabal, Helena Brites, deu conta que o plano de vigilância foi iniciado o ano passado, sobretudo com a colaboração dos escuteiros e dos membros da ULPC, altura em que o número de voluntários chegou aos 20. “Hoje somos já 100 voluntários”, frisou. “[O plano] consiste em espalhar estas pessoas, vigiando as florestas da freguesia para que desta forma possamos prevenir e dissuadir aqueles que podem ser as principais ameaças em termos de mão criminosa aos incêndios florestais”, esclareceu, sublinhando a importância “desta causa”.
A ação de vigilância da floresta e da rede viária acaba por servir também para “sinalizar” alguns problemas com impacto ambiental negativo. “Há problemas que vão sendo identificados, como os colchões que estão colocados indevidamente, amontoados de combustível que podem causar novos focos de ignição e tudo isto vai sendo referenciado e denunciado às autoridades competentes”, explicou a autarca.
Na sua intervenção, Helena Brites lembrou ainda que a freguesia, em conjunto com o município, lançaram a campanha ‘Reflorestar Leiria’, com o objetivo de reflorestar o território. “Estamos já a fazer o contacto com alguns proprietários que já estejam interessados em que as suas áreas ardidas possam vir a ser reflorestadas de novo”, assegurou. Identificados resíduos no terreno
Um dos membros da ULPC, Américo Oliveira, relatou, durante a sua intervenção na reunião de câmara, que o grupo de voluntários se vai deparando com “problemas a toda a hora e momento”, relativamente à presença de “resíduos”, “vegetais”, e “materiais” no terreno, que podem ser facilmente inflamáveis. “Nós dizemos às pessoas que nos questionam que referenciamos estes casos e encaminhamos para as autoridades competentes”, afirmou. Américo Oliveira, residente na freguesia do Arrabal, questionou a Câmara de Leiria sobre a possibilidade de um maior investimento na área da “ação formativa e preventiva”, com o objetivo de capacitar a população para os trabalhos de prevenção de incêndios. Em resposta, o vereador da Proteção Civil, Luís Lopes, confessou que o município quer formar a população a seu tempo. “Queremos dar esses passos todos assim que tenhamos a certeza absoluta que as pessoas estão preparadas, quer para promover essas ações de sensibilização, quer para a formar a comunidade”, esclareceu.
Por outro lado, o vereador adiantou que o município recebe todas as denúncias relativas aos resíduos encontrados na floresta, “quer em matéria ambiental, quer em matéria de proteção civil”, ressalvando, contudo, que a “identificação dos proprietários dos terrenos” continua a ser uma “dificuldade”. “Aqueles [casos] que são considerados mais críticos nós vamos fazer intervenção na mesma”, garantiu.
Luís Lopes reiterou ainda que todas as denúncias “são avaliadas”, incluindo as que são dirigidas ao próprio município.



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