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Bombarral elabora estudo geotécnico e projeto para estrada em risco de derrocada


Texto: Agência Lusa | Foto: DR Terça, 02 de Abril de 2024

 O município do Bombarral encomendou um estudo geotécnico e o projeto para efetuar obras de fundo numa estrada em risco de derrocada entre os concelhos do Bombarral e da Lourinhã.
Questionada pela agência Lusa, a autarquia esclareceu que “solicitou um estudo geotécnico e projeto de execução e assistência técnica à empresa COBA Portugal, bem como um estudo prévio do projeto de reabilitação estrutural da estrada” que atravessa as localidades de Tracalaia, no concelho do Bombarral, e da Cantarola, no concelho da Lourinhã.
A câmara aguarda “para breve” a conclusão dos estudos para avançar com obras de fundo nesta estrada municipal que possam garantir condições de segurança à circulação.
O município reconheceu que o troço em risco de derrocada “tem sido uma das suas grandes preocupações”, motivo pelo qual repavimentou-o este mês, em colaboração com o município da Lourinhã, deixando-o “transitável”.
Já em 2019 e 2021, efetuou várias obras de drenagem, com colocação de manilhas de suporte, e repôs o pavimento.
Em novembro de 2023, o presidente da Junta de Freguesia da Moita dos Ferreiros (Lourinhã), Rui Perdigão, tinha alertado para o “risco de derrocada”.

Estrada já teve vários desabamentos
O autarca explicou que a via, construída sobre uma encosta com cerca de sete metros de altura, já teve vários desabamentos, tendo em conta o “tráfego elevado de pesados”, com “200 a 300 passagens por dia”, e os problemas de falta de drenagem das águas.
“Nunca foi feita a drenagem das águas e precisa de obras de fundo”, alertou Rui Perdigão, que pediu responsabilidades à Câmara Municipal do Bombarral, a quem pertence a via, depois de o problema se ter agravado nos últimos meses.
Na altura, o município do Bombarral comprometeu-se a repavimentar a via e a estudar a sua reabilitação.
A Junta de Freguesia da Moita dos Ferreiros tem recebido “muitas queixas de pessoas que têm receio” de lá passar, temendo algum acidente trágico, face ao “perigo iminente”.
Em caso de derrocada, as populações das aldeias não ficam isoladas, mas algumas delas vão ser obrigadas a “fazer mais quatro ou cinco quilómetros”.
“A minha preocupação é, mais do que o acesso, a segurança das pessoas, que pode estar em risco”, sublinhou, receando que o problema se possa agravar neste inverno-



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