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Enredo de “Crime na Aldeia” tem como cenário o Piódão


Quarta, 15 de Maio de 2024

“Crime na Aldeia” é o quarto livro do escritor Lourenço Seruya, cujo enredo se desenrola na aldeia histórica do Piódão. Por isso, faria todo o sentido que a obra literária também fosse apresentada nesta aldeia do xisto, o que aconteceu no passado sábado, no Largo Cónego Manuel Fernandes Nogueira, mesmo no centro da aldeia, ao ar livre.
A apresentação foi efetuada num formato original, por sugestão do próprio autor. Assim sendo, após as intervenções iniciais de Paula Dinis, vice-presidente do Município de Arganil e responsável pelo pelouro da Cultura (que convidou o escritor para apresentar o livro no Piódão), e de José da Conceição Lopes, presidente da Junta de Freguesia do Piódão, coube a Miriella De Vocht, coordenadora das Bibliotecas Públicas do Concelho de Arganil, a Maria José Silva, professora, e a Catarina Lopes, estudante universitária, colocarem algumas questões ao escritor.
Foi dessa forma que ficámos a saber, por exemplo, que o também ator e professor começou a escrever quando ficou desempregado, há alguns anos. «O desemprego fez de mim escritor. Quando acabei o curso de teatro, estive sempre a trabalhar como ator durante dois anos, ao fim dessa altura fiquei desempregado e decidi aproveitar esse tempo livre para começar a escrever», referiu Lourenço Seruya, que na altura tinha apenas 25 anos. Esse primeiro livro intitula-se “A mão que mata”, seguindo-se “A Maldição”, “Crime na Quinta das Lágrimas” e agora, mais recentemente (foi lançado em meados de abril), o livro “Crime na Aldeia”, a um ritmo de um por ano.
Indagado por que motivo escolheu esta aldeia para o desenrolar da história, o escritor afirmou, desde logo, «porque é uma aldeia linda» e, depois, «o anterior passava-se em Coimbra, na Quinta das Lágrimas e o seguinte queria que fosse no mesmo distrito». Em causa está um ano e meio de trabalho, com quatro deslocações ao Piódão, tendo ficado, na maioria das vezes, alojado na aldeia, onde aproveitou para conversar «muito» com o presidente da Junta e com os habitantes e comerciantes locais, e também para tirar muitas fotografias, para depois, à distância, poder descrever determinados locais, com a maior precisão possível.



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