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Dispositivo de combate a incêndios rurais é “estável e robusto”


Texto: Redação/Foto: LFC Quarta, 15 de Maio de 2024

O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Duarte da Costa, considerou ontem, na cerimónia de apresentação do dispositivo de combate a incêndios rurais (DECIR), que este dispositivo é “mais robusto, credível e capaz de fornecer segurança às suas populações”.
Segundo a ANEPC, o dispositivo terrestre vai contar com 12.155 elementos e 3.173 viaturas durante o período ‘mais critico do ano’, entre 1 de julho e 30 de setembro, o denominado nível ‘Delta’.
Relativamente às viaturas disponíveis, vão aumentar de 2.990 veículos para 3.173 ou seja, mais 183 veículos disponíveis. Já a nível de meios aéreos, a época considerada mais critica vai contar com 70 meios aéreos, menos dois do que em 2023. Aos jornalistas, Margarida Blasco assegurou que está “nos ajustes finais”, para que exista o mesmo número de meios aéreos, comparativamente ao ano passado.
Duarte da Costa salientou que o dispositivo especial de combate a incêndios rurais é “talvez um dos mais notáveis exemplos de cultura colaborativa em Portugal”, que responde a um dos maiores desafios que Portugal apresenta, atualmente, os incêndios rurais.
“O dispositivo resulta de uma rigorosa análise dos processos associados à resposta a situações de emergência, que desencadeou a remodelação de um sistema”, sistema esse que continua assente em três cadeias de valor: “Maior e mais rápida capacidade de previsão e apoio à decisão, um melhor sistema de comunicação e coordenação e, uma rede de capacidades operacionais de resposta mais rápida e com maior flexibilidade”, referiu o presidente da ANEPC.
Para Duarte Costa, este dispositivo assenta na solidariedade, coesão e na prática da “mais nobre missão que a todos une que é proteger o próximo”.
O presidente da ANEPC frisou que a “campanha dos incêndios não se vence no combate, mas na prevenção”, aproveitando para salientar a “monitorização permanente das avaliações de risco e o seu impacto no território, o pré-posicionamento e mobilização preventiva de meios e recursos” e, ainda a “detenção precoce, o mais precoce possível”, sustentada numa cada vez mais alargada abordagem colaborativa de vigilância e de todas as capacidades técnicas de vigilância”.
Durante a cerimónia foram entregues as primeiras 10 viaturas florestais num total de 81 veículos de combate a incêndios e veículos tanques táctico-florestais no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sendo que as restantes serão entregues até dia 31 de outubro, em sequências mensais de 10 e 15 viaturas.
“Há 12 anos que não se fazia uma entrega desta tipologia” afirmou o presidente da ANEPC, completando que esta ajuda vai “dotar os bombeiros de maior capacidade”.
Para o distrito os números vão ser divulgados no próximo dia 28 de maio em Alvaiázere.



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