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Autarca de Leiria contesta exclusão das candidaturas de três escolas ao PRR


Texto: Redação | Foto: DR Segunda, 24 de Junho de 2024

O presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, usou a rede social Facebook para contestar a exclusão das candidaturas de três escolas de Leiria, ao PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, considerando “incompreensível” a decisão.
“Decorreu, esta sexta-feira, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, em Coimbra, a assinatura dos contratos de financiamento para a reabilitação de 23 escolas na região centro, em que foram excluídas três candidaturas apresentadas pelo município de Leiria”, começou por explicar o autarca.
Em causa, estão três projetos a que a autarquia atribuiu “grande importância”: a requalificação das escolas ESALV – Escola Secundária Afonso Lopes Vieira e D. Dinis, com investimentos de 7.276.000 euros e 9.369.000 euros, respetivamente, que já estão em obra, e a EB 2, 3 Marrazes, com um total de 9.887.000 euros.
“Consideramos incompreensível esta exclusão aos fundos do PRR, um programa muito exigente no que diz respeito aos prazos de concretização de obras, tendo as candidaturas de Leiria a grande vantagem de já se encontrarem em execução”, criticou, considerando inaceitável que “na decisão de aprovação o fator maturidade não prevaleça sobre a data de entrada dos projetos, num contexto em que Portugal se arrisca a perder fundos do PRR por incapacidade de cumprimento de prazos”.
“Recordamos que esta semana a Comissão Europeia deixou vários alertas ao nosso país relativos à necessidade de concretização de obra do PRR”, lembrou o autarca, reconhecendo que “a responsabilidade desta decisão não pode ser atribuída ao atual Governo, pois os critérios foram definidos pelo anterior executivo”.
O autarca leiriense, Gonçalo Lopes, deixou um apelo ao Governo para que “reveja” esta situação ou “reforce as verbas para a requalificação de escolas, garantindo assim a maximização do aproveitamento dos fundos”.
“Apesar desta exclusão, asseguramos que o calendário das obras nas escolas ESALV e D. Dinis não será comprometido, graças à gestão financeira rigorosa do nosso município, que permite disponibilizar recursos para estes projetos essenciais”, assegurou, ressalvando, contudo, que “esta situação pode condicionar outros projetos que desejamos realizar”.



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