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Covid-19: Presidente do Politécnico de Leiria faz balanço “muito positivo” do ensino à distância


texto: Cristiana Alves / foto: LFC/Arquivo quinta, 26 março 2020

“A modalidade de ensino à distância tem estado a correr mui­to bem. Tendo em conta o contexto de insegurança e incerteza em que vivemos, estávamos um pouco receosos que a comunidade académica pudesse ficar reticente a este regime de aulas. A verdade é que se verificou uma reacção completamente oposta”. É desta forma que o presidente do Politécnico de Leiria faz um balanço da primeira semana de ensino à distância nas cinco escolas da instituição de Ensino Superior, encerradas desde o passado dia 16 de Março, em virtude da pandemia de Covid-19.
Segundo Rui Pedrosa, tanto docentes como alunos têm-se mostrado “muito empenhados”, chegando a haver relatos de professores a dar conta que têm uma maior presença de alunos nas aulas à distância do que nas presenciais.
“Os alunos percebem que, neste contexto, a instituição também está a fazer um esforço muito grande para conseguir assegurar toda a estrutura que garanta a capacidade de resposta do ensino à distância. Além disso, os próprios professores estão empenhados em enviar diversos materiais, o que faz com que os estudantes tenham de estar 100% ligados para conseguirem acompanhar a matéria e ter bons resultados”, refere o responsável.
Ainda assim, Rui Pedrosa confessa que vão igualmente surgindo “algumas dificuldades e desafios”, nomeadamente em termos da capacidade de alguns computadores ou em relação ao sinal de Internet, que em muitos locais acaba por ser mais fraco. “Pontualmente va­mo-nos deparando com estas questões, que têm sido gradualmente ultrapassadas. A própria instituição tem procurado dar resposta a estas situações, na medida das nossas possibilidades”, afirma o presidente do Politécnico de Leiria.
A disponibilização de materiais e exercícios na plataforma Moodle ou a realização de aulas 'em directo', através de plataformas de vídeo-conferência, são algumas das metodologias utilizadas pelos docentes do Politécnico de Leiria, que na sua maioria estão a trabalhar em regime de tele-trabalho.
Sobre as metodologias de avaliação previstas para o segundo semestre, Rui Pedrosa refere que, “a haver alguma adaptação substancial”, será nas avaliações finais por exa­me, que geralmente ocorrem nos meses de Junho e Julho. “Por um lado, esperamos que quan­do chegar esse período, já este problema da pandemia que estamos a atravessar possa estar praticamente ultrapassado. Ca­so não esteja, até lá vamos tratar de nos adaptarmos e termos sistemas do ponto de vista tecnológico e de segurança que garantam esses modelos de avaliação no final do semestre”, conclui o presidente do Politécnico de Leiria. 

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