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Novo empate num duelo reeditado com 'cheiro' de Liga principal
A União de Leiria reencontrou, na sexta-feira, um velho conhecido, o também recém-promovido Olhanense, num jogo a contar para a 2.a jornada da Liga Sagres. Ambas as equipas empataram na jornada inaugural, por isso era imperativo a acumulação dos três pontos em disputa, que acabaram por não servir a nenhuma delas. O jogo ficou marcado pelo facto do Olhanense ter recebido a equipa do Lis no Estádio do Algarve, enquanto o Estádio José Arcanjo se encontra em obras. Manuel Fernandes começou com o habitual 4-4-2, enquanto que Jorge Costa apostou numa equipa com um 'tridente' ofensivo, num 4-3-3. A primeira parte decorreu de forma algo lenta, com as duas equipas a criarem algumas oportunidades de golo, com ligeira vantagem para o Olhanense, especialmente para o avançado Zequinha que parecia imparável, mas que foi substituído a meio da segunda parte. Por seu turno, a União de Leiria teve três hipóteses flagrantes, onde poderia ter concretizado nos primeiros 45 minutos. A primeira, logo nos primeiros instantes, com Pateiro a executar muito rápido uma iniciativa atacante pelo flanco esquerdo. Aos 40 minutos, a União de Leiria tem a melhor de todas as oportunidades até então, mas não concretiza. Cássio surge isolado pelo lado direito, tenta fazer um 'chapéu' ao guardião Ventura, mas não conclui. Minutos depois o mesmo Cássio, depois de um livre de Silas, volta a rematar ao lado. Manuel Fernandes mostrava o seu desagrado, gritando e gesticulando para dentro de campo, apesar da União de Leiria ter evoluído durante os últimos minutos da primeira parte. Chegou o intervalo e com ele um ritmo mais rápido no jogo, mas foi sol de pouca dura. A União entrou ligeiramente melhor e a trocar a bola com a mesma fluidez do final da primeira metade. A formação de Olhão entrou em força, e viram, logo nos primeiros minutos, dois cartões amarelos. Entre tentativas de golo do Olhanense - com especial destaque a um lance que envolveu Zequinha e Djuricic, que voltou a largar o esférico que podia ter custado um golo, aos 51 minutos da partida. Aos 57, Rabiola e (o mesmo) Zequinha testam o guardião leiriense, que, desta vez, compensa o erro anterior. Entretanto, notou-se uma quebra de velocidade e Jorge Costa fez entrar Toy e Messi, com o objectivo de conferir mais rapidez à partida. As melhorias não foram visíveis, porque só aos 74 minutos se voltou a assistir a um lance perigoso, num livre marcado por Sandro, que acabou por embater na barreira formada pelos jogadores leirienses. Aos 79 minutos, Carlão tenta o remate, mas sem sucesso. O jogo parecia condenado a novo empate. Manuel Fernandes lança Pedro Cervantes, tirando o médio Silas. Pateiro ocupou o lugar de Silas como médio mais ofensivo. Cinco minutos depois, aos 85 anos, André Santos, à direita, faz um cruzamento, que Carlão desperdiça, com um cabeceamento ao lado.
Expulsão de Mamadou Tall na recta final do encontro
Na recta final da partida, Mamadou Tall vê o vermelho directo, por uma suposta agressão a um adversário à boca da área do Olhanense. O livre, favorável à União de Leiria e marcado por Pedro Cervantes, não resultou em nada. Após os três minutos de compensação dados por Bruno Paixão, terminou o jogo que havia prometido muito nos minutos iniciais. No final da partida, Cássio disse, perante as câmaras da Sport TV, que a União de Leiria teve “melhores oportunidades", mas que o campeonato ainda está no início. Reconheceu, contudo, que o terreno era difícil. Do lado oposto, o porta-voz da equipa foi o capitão Rui Duarte. O atleta começou por dizer que o “empate soube a pouco" e que o Olhanense tinha tido uma “exibição conseguida”. “Temos condições para fazer uma época tranquila”, sentenciou o atleta.
A opinião dos treinadores
No final da partida, Manuel Fernandes foi taxativo. O treinador dos leirienses considerou que este “foi um ponto ganho”. “Encontraram-se as duas melhores equipas da época passada na Liga Vitalis e que são muito equivalentes”, afirmou o antigo jogador. Acrescentou que “nenhuma das equipas merecia perder”, já que ambas vão disputar a ‘liga dos pobres’. “Quero que os meus jogadores rocem a perfeição, mas faltou que fossemos mais práticos e mais eficazes”, disse, quando questionado se estaria 'zangado' com algumas das ocasiões falhadas pelos seus jogadores. Jorge Costa que, durante a semana, disse que o único resultado aceitável era a vitória. "Este não era o resultado que queríamos”, disse após o jogo. “Ficava preocupado se não criássemos oportunidades, que criámos. Foi um futebol agradável, a equipa está organizada e estamos a chegar, com facilidade, à área adversária”, afirmou, concluindo que a equipa está “no bom caminho”.
O melhor em campo
André Santos - Num jogo sem golos e sem muita rapidez, não há muitos jogadores que tenham sobressaído. André Santos acabou por confirmar, contudo, as suas chamadas à Selecção de 'Esperanças'. O atleta emprestado pelo Sporting teve pormenores muito interessantes, tanto a defender como em iniciativas ofensivas. É um jogador a quem se deve dar atenção, a par de Hugo Gomes.
Cristina Duarte |