Opinião: A guerra eleitoral
Estamos ainda a um mês das eleições, mas já estamos em plena campanha eleitoral com debates todos os dias, muitos comentadores a comentar e a dar notas, sem que exista qualquer critério visível e em que o futebol da política não tem parança. Cada comentador não dá notas de acordo com o acerto ou desacerto das diferentes propostas, mas apenas por estarem, ou não, de acordo com o seu clube ou ideologia. Pelo meio existem propostas para tudo e mais um par de botas, sem que alguém possa vislumbrar uma estratégia, linha de acção coerente ou ideia de futuro. O desacordo é a regra geral sobre tudo e a concordância um acontecimento raro a merecer prémio.
De fora ficam os reais problemas do País: (1) a reforma das leis eleitorais; (2) a bitola europeia na ferrovia: (3) fraco crescimento económico e o baixo investimento; (4) falta de exigência no ensino e na administração pública; (5) falta de creches e do pré-escolar para as famílias pobres, o que representa a garantia da continuidade da pobreza; (6) os atrasos nas obras públicas e o aumento dos custos é a norma; (7) faltam casas para arrendar, mas nas cidades existem prédios a cair e terrenos devolutos; (8) a ausência de organização no SNS, por exemplo, não existirem estudos sobre as funções dos profissionais, ou sobre a sua produtividade; (9) mas não faltam empresas familiares nas diferentes famílias políticas; (10) na política portuguesa a guerra entre os partidos é a regra.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:





