
Inaugurada central que armazena e devolve energia à rede
Numa iniciativa “pioneira” em Portugal, Leiria inaugurou uma central de armazenamento autónomo, baseada na utilização de baterias de lítio para o armazenamento de energia elétrica.
O projeto, desenvolvido pela IES – Infraventus Energy Storage, foi implementado em Casal do Cortiça, com capitais próprios, provenientes de 41 investidores individuais e nacionais. A unidade representa uma solução inovadora no setor energético nacional: um sistema de baterias de lítio autónomas. “Ligado diretamente à Rede Eléctrica de Serviço Público (RESP), tem como principal função absorver e injetar eletricidade conforme os sinais e necessidades da própria rede”, esclarece a empresa ao nosso jornal.
Por se tratar do primeiro projeto do género no país, o seu desenvolvimento implicou um percurso longo e exigente. Começou em 2018, com a fase de construção a decorrer entre o verão de 2024 e janeiro deste ano. A entrada em funcionamento está prevista para o próximo mês.
Para a IES – Infraventus Energy Storage, “projetos de armazenamento autónomo como este são decisivos para a descarbonização do setor elétrico e para o cumprimento das metas assumidas por Portugal junto da Comissão Europeia. Ao permitir uma resposta rápida e eficiente às variações entre produção e consumo, estas soluções conferem maior estabilidade à RESP e viabilizam uma maior integração de fontes renováveis, essenciais para alcançar um sistema elétrico 100% verde”.
Assim, conclui a empresa, “este projeto pretende demonstrar o papel essencial que o armazenamento autónomo pode desempenhar na transição energética, promovendo a estabilidade da rede elétrica e contribuindo para o interesse coletivo”.
Para o presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, que avançou com o valor de 12 milhões de euros nesta primeira fase, e o investimento de mais seis milhões de euros numa segunda fase, “esta central é mais uma prova da capacidade de Leiria para atrair investimento, inovação e projetos alinhados com os grandes desafios do nosso tempo”.







