Qual varinha de condão, a morte “transforma-nos” em pessoas fantásticas. É pena não estarmos cá para ver….
A morte é a única situação comum a todos os seres humanos, mas da qual todos tentamos fugir ou ignorar, sem sucesso.
Mas apesar da (nossa) tentativa de fuga, a morte é o único estado que, quando o atingimos, quase seguramente nos transforma – qual varinha de condão – na pessoa fantástica que a maioria não foi, na genialidade raramente atingida, num endeusamento raramente justificado…
Exemplos do atrás referido, todos temos seguramente, basta que cada um de nós esteja mais ou menos atento a estas “coisas”.
Ao longo da minha vida, várias vezes me questionei sobre aquela lógica, perante o desaparecimento de pessoas que não foram propriamente uns “santinhos” durante a vida, e que, com a morte, “mereceram” grandes elogios e memórias, por vezes por aquilo que não foram, elogios por aquilo que não fizeram…
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