Tommy – 50 anos do filme, da 1ª Opera Rock
Foi a primeira opera rock a nível mundial, criada em 1969 pelo grupo britânico The Who. Foi um álbum duplo, marcante na história da música rock, com um sucesso gigantesco, mas, no entanto, seria necessária meia dúzia de anos para que se conjugassem ideias e reunissem os nomes desejados e ideais para transpor para o cinema, aquela que já era considerada a obra-prima da banda de Roger Daltrey, Pete Townsend, Keith Moon e John Entwistle.
Tommy é o nome do disco, do filme e do rapazinho (mais tarde homenzinho) cuja história é abordada nesta obra fantástica sob a direção do realizador Ken Russell, de quem se dizia na época, ser o homem ideal para pegar na loucura de um projeto como este.
Aos 6 anos, Tommy é testemunha inesperada – ao passar pela porta do quarto dos pais – de uma cena dramática e chocante entre a mãe, o pai e o padrasto que, quando se apercebem da testemunha lhe dizem, “não ouviste nada, não viste nada e não contas a ninguém”. O cérebro do pequeno Tommy cumpriu as ordens e ele ficou cego, surdo e mudo.
Com uma adolescência terrivelmente dramática, a mãe tenta curá-lo, recorrendo a uma igreja pouco convencional. E mais não vou revelar, para quem não conhece o filme, mas referir alguns nomes e personagens, decerto perceberão a dimensão e a riqueza do filme.
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