
Gonçalo Moura da Costa dedica-se à enologia da região há 20 anos
A poucos meses de completar duas décadas de trabalho contínuo nas Terras de Sicó, o enólogo Gonçalo Moura da Costa vê novamente o seu percurso distinguido com novos prémios e reconhecimento no panorama vitivinícola nacional e internacional.
Em setembro, assinala 20 anos de dedicação à enologia na região, sendo hoje uma “figura incontornável na defesa, valorização e projeção deste território que abraçou desde o início da sua carreira”.
Segundo refere a ViniSícó - Associação de Vitivinicultores, em comunicado, o trajeto de Gonçalo Moura da Costa “tem sido marcado por uma capacidade inabalável de seguir em frente, mesmo perante as dificuldades naturais e estruturais que afetam o interior do país”.
O enólogo “não só permaneceu nas Terras de Sicó, como levou o nome da região consigo, onde quer que os seus vinhos fossem dados a provar - sempre com a convicção de que este território tem muito para oferecer”.
Atualmente enólogo residente na Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional (ADFP), foi lá que encontrou o “espaço ideal para conciliar continuidade com inovação”.
De acordo com a ViniSicó, em conjunto com a equipa da fundação, “criou um projeto vitivinícola com forte dimensão social, que aposta na qualidade, na sustentabilidade e na criatividade”.
Exemplo disso é a Residência Artística de Enólogos da Fundação ADFP, uma iniciativa em Portugal que convida enólogos de outras regiões a visitarem Sicó para criar vinhos em parceria, partilhando experiências e alargando os horizontes da enologia nacional.
A segunda edição decorreu recentemente e já deu frutos, realçou a ViniSicó.
No Portugal Wine Trophy 2025, um dos “mais importantes” concursos internacionais realizados em Portugal, os vinhos ligados a Gonçalo Moura da Costa conquistaram três medalhas de relevo.
O Rabarrabos Tinto 2023, produzido pela Fundação ADFP, arrecadou mais uma medalha de ouro, consolidando o seu estatuto de vinho de excelência. O Encosta da Criveira Tinto 2023, também da sua autoria, foi igualmente distinguido com ouro, reforçando a consistência e qualidade do trabalho desenvolvido na região.
Já o Quadrivium 2024, um rosé criado no âmbito da II Residência Artística de Enólogos em parceria com o jovem enólogo Igor Lima, recebeu a medalha de prata, “sinal do sucesso deste modelo colaborativo”, acrescenta a ViniSicó.
Ao fim de quase 20 anos de carreira em Sicó, Gonçalo Moura da Costa “continua a provar que é possível fazer vinhos de classe internacional sem abandonar o interior”.
Segundo sublinha a ViniSicó, com “visão, persistência e criatividade, tem sido um dos grandes defensores dos territórios de baixa densidade, mostrando que neles é possível inovar, atrair talento e produzir com identidade”.







