Que futuro para o meu País?
Para não ter de ouvir as imbecilidades próprias de uma campanha eleitoral, ando a dar uma volta pela Europa. Já estive na Irlanda, depois em França e agora estou na Suíça, esperando voltar a França e gastar ainda mais algum tempo em Espanha. Será por aqui que saberei os resultados das eleições, sem esperar que aconteça algo de imprevisto: teremos uma maioria da AD, com toda a probabilidade uma maioria relativa, sem que surja uma qualquer geringonça da esquerda ou da direita. Ou seja, mais do mesmo que tivemos durante o ano passado.
Tenho andado principalmente de comboio e assim espero continuar até Madrid, depois ainda não sei, não há comboio entre Madrid e Lisboa e não é prático viajar através das promessas do ministro Pinto Luz. Tenho viajado em comboios enormes de um e dois andares, com comprimentos de várias centenas de metros e a velocidades de 200 a 300 quilómetros por hora. Comboios extremamente confortáveis, com Ethernet que funciona e onde se pode comer para quem tiver fome. Neste processo tive saudades do velho comboio que ligava Lisboa a Madrid, onde se comia um bom jantar depois da partida de Lisboa, se dormia numa cama estreita, mas confortável e se chegava a Madrid pelas oito da manhã prontos para trabalhar. Infelizmente, os governos são muito mais competentes a destruir o que existe do que a fazer novo e daí o fim deste comboio, como de outros.
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