Sofia Ramos, a ponte entre o “tudo o que sabe” e o “tudo o que não sabe”…
O fado nasceu um dia/Quando o vento mal bulia/E o céu o mar prolongava/Na amurada dum veleiro/No peito dum marinheiro/Que estando triste cantava/Que estando triste cantava”. As palavras de José Régio foram levadas por ventos e marés, ao mundo e pelo mundo pela voz de Amália, por muitas outras vozes.
A mesma Amália da qual uma criança de 6 anos, pediu de prenda de anos, um disco que incluísse o tema “Barco Negro”.
30 anos depois, um disco dessa criança, hoje mulher - Sofia Ramos - vem mostrar uma alma que, contrariando “o marinheiro que estando triste cantava”, diz, com palavras de Marta Rosa, “O fado incessante/não é velho nem novo/renasce a cada instante/nas veias do seu povo/renasce na beleza/na força da verdade/no riso e na tristeza/e na cumplicidade”.
E apesar da vivencia de 10 anos de carreira, nas melhores casas de fado de Lisboa e de várias incursões em palcos internacionais, Sofia Ramos assume logo no título do seu álbum de estreia, “Tudo o que não sei”, porque desconfia daqueles que tudo sabem.

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