Mudar para permanecer
Por vezes, «é preciso mudar para permanecer». Esta é uma das frases que mais resiste ao traço descendente da minha memória, tendo-a ouvido há mais de 20 anos, numa aula de Psicologia da Família. Sempre a achei incrível pelo tanto que encerra.
Quantas vidas cabem dentro de uma única vida? E quantas pessoas diferentes vamos sendo enquanto percorremos a linha do tempo? Quantos papéis vamos desempenhando? Quantas vezes mudamos de opinião, de perspetiva, de interesses? E quantas vezes não conseguimos cumprir a mudança que desejamos?
Bertalanffy defendeu, há quase um século, a ideia de homeostasia dinâmica. Segundo este biólogo, todos os sistemas, sejam eles biológicos, familiares, sociais ou organizacionais, procuram manter a sua estabilidade e identidade ao longo do tempo, diante de mudanças no ambientais/contextuais. Tal implica que mudança seja ‘tão natural quanto a sua sede’ – parafraseando o slogan.
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