NATO ou OTAN, tanto faz
Esta semana a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) reuniu os seus trinta países membros e foi decidido aumentar o esforço financeiro para 5% do PIB de cada país. Como seria de esperar a decisão dividiu as opiniões em quase todos os países e Portugal não foi exepção. Entre nós, como de costume, as opiniões raramente pecaram pelo rigor ou pela avaliação serena das razões da decisão e os partidos políticos portugueses falaram muito e pouco acertaram, nomeadamente entre os que referem uma despesa incomportável sem fazerem a avaliação das razões subjacentes á decisão. Nomeadamente, passam ao lado das vantagens que a decisão pode comportar se vista como um investimento e, no caso português, como uma forma de dinamizar a economia parada há 25 anos.
Neste contexto não surpreende que o PCP, o Bloco de Esquerda e os seus companheiros de estrada sejam contra, porque olimpicamente detestam a NATO e se pudessem já tinham há muito acabado com a organização. Seja porque usam a ideologia como substituto da análise rigorosa, seja porque têm saudade dos tempos promissores da União Soviética. Isto é, entre Putin e Donald Trump preferem Putin. Assim, no caso da guerra da Ucrânia preferem a paz, mas sem nunca explicarem como isso se faz e sem usarem as afinidades ideológicas para convencer o ditador russo a acabar com a guerra.
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