
Coimbra Invest Summit termina com sucesso e um novo cluster para 2026
Cultura e Indústrias Criativas será, na 4.ª edição, em 2026, o quinto cluster do Coimbra Invest Summit, juntando-se, assim à Saúde, Tecnologia, Espaço, assim como ao Turismo, que esteve em destaque na 3.ª edição do evento, que decorreu na semana passada em Coimbra, em dois dias “de sucesso” no que respeita à mostra do tecido empresarial e à atração de novos investidores para o concelho.
Depois de um primeiro dia reservado a convidados, que arrancou com a reunião do Conselho Estratégico Municipal em torno da temática da Agricultura - e de o vereador Miguel Fonseca, responsável pela área do Empreendedorismo, ter admitido que este poderá vir a ser, no futuro, um cluster do evento - foi tempo de acolher três novos Embaixadores de Coimbra: Gustavo Amorim, Olga Filipova e Bruno Cavaleiro, num I Encontro no qual, entre múltiplas propostas, ficou em destaque a de elevar o Fado/Canção de Coimbra a Património da Humanidade, pela Unesco.
O momento alto do primeiro dia foi, no entanto, o acolhimento, na Sala D. Afonso Henriques (Antiga Igreja do Convento São Francisco) de 212 representantes de outras tantas empresas do concelho, a quem o município, reconheceu o Mérito Empresarial, considerando o tecido empresarial “a força motriz do concelho”, ajudando a que Coimbra tenha condições para vir a ser “o concelho mais competitivo do país”, como afirmou José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal, durante a gala.
No segundo dia do evento, aberto aos mais de 1.700 que se inscreveram, as empresas voltaram a estar em destaque, numa mostra que bateu recordes, e que deu a conhecer a multiplicidade de projetos empresariais - nas mais variadas áreas e de diferentes dimensões - existentes no concelho.
Uma dinâmica que foi elogiada por muitos dos presentes, nomeadamente por oradores do evento, como aconteceu no que colocou em destaque os clusters do Coimbra Invest Summit, durante o qual ficou claro “o potencial” de Coimbra, ficando apenas a faltar “escala, para poder atrair mais capital” ao concelho. “Coimbra tem de ser um bocadinho mais ambiciosa”, sublinhou Petter Vilax, CEO da Mediceus e chairman da Bionova Capital, não tendo dúvidas, no entanto, que o concelho “tem hipóteses” de se afirmar.
Durante a tarde foi dada a voz aos que já investiram em Coimbra para explicarem o porquê desta aposta, e ficou clara a crença num “futuro risonho” para Coimbra. A ideia que ficou do debate, que sentou à mesa representantes de cinco multinacionais com projetos em Coimbra (Opencosmos, Cosmehub, Airbus e Constellation Automative Group Tech Hub), foi que o concelho já é atrativo, pela sua ligação à Universidade, considerada “fundamental para o recrutamento de recursos humanos”, mas também pela localização geográfica estratégica, a uma hora do Porto e a menos de duas horas de Lisboa, mas também por eventos como o Coimbra Invest Summit, que é a prova da existência de um alinhamento entre as várias empresas para garantir o futuro de Coimbra, como afirmou Madalena de Sá, representante da Airbus em Coimbra. Destaque ainda, durante esta edição, para a apresentação pública do Cineway, a primeira incubadora portuguesa certificada e dedicada exclusivamente ao cinema e ao audiovisual que pretende criar 300 postos de trabalho em cinco anos e qualificar ações regulares de mentoria.
Cultura é “o cimento” de Coimbra e também economia
A sessão de encerramento do evento trouxe o anúncio, por José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, do novo cluster para a próxima edição - Cultura e Indústrias Criativas - justificável não só pela história e cultura «únicas» que são marcas da cidade, mas também pelo facto de ambas serem “alavancas de desenvolvimento da cidade no país e no mundo”.
“Cultura também é economia, também é emprego e não há desenvolvimento de uma sociedade sã sem cultura”, afirmou o autarca. “Não podíamos esquecer ‘o cimento’ da nossa cidade e um factor de desenvolvimento económico, social e cultural”, continuou.
Durante a sessão, que contou com a presença do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, José Manuel Silva sublinhou a forma como os empresários têm sido recebidos no concelho, destacando o “foco na sinergia entre as instituições”, algo que tem sido, diz, valorizado pelas empresas.
Já o governante salientou que o Coimbra Invest Summit “é um evento que faz todo o sentido”, apontando como “fundamental” a interligação e o trabalho conjunto de autarquias e entidades como as instituições de ensino superior e o Instituto Pedro Nunes.
“Para o território crescer é necessário que haja esta articulação entre o conhecimento que as universidades trazem, mas também a ligação das autarquias com o território”, continuou, ao lembrar que “a bandeira” do Governo para este mandato é “o combate à burocracia, precisamente para responder às necessidades de chamamento das empresas”. “Os empresários querem que o Estado os deixe trabalhar”.







