Live Aid foi há 40 anos - O dia em que a música mudou o mundo…
Passam no próximo domingo 40 anos sobre “o dia em que a música mudou o mundo”, 13 de julho de 1985. E não, não é exagero, pois o mundo mudou mais do que, numa primeira leitura, se possa imaginar. E arrisco dizer que será difícil às gerações mais recentes, perceber a dimensão, nas mais variadas vertentes, do que nesse dia aconteceu a partir dos Estádios de Wembley, em Londres e JFK em Philadelphia nos EUA.
Mas para “chegar” a Londres e Philadelphia, convém ir a finais de 1984. “Do they know it’s Christmas?” (Eles sabem que é Natal?), foi o tema de que os músicos britânicos Bob Geldof e Midge Ure escreveram com o objetivo de minimizar o número gigante de crianças que morria à fome na Etiópia.
E sob o nome marcante de Band Aid, juntaram, numa ação sem precedentes, os nomes maiores da pop britânica de então: Duran Duran, Paul Young, Boy George, George Michael, Sting, Bono, Phil Collins, Paul Weller e Francis Rossi dos Status Quo que, em horas, gravaram o tema, que seria editado de imediato – a tempo do Natal - com um sucesso de vendas avassalador (nessa semana venderam mais de 3 milhões de cópias só no Reino Unido e lideraram os tops mundiais de vendas e ainda hoje é um dos discos mais vendidos da história da musica).
O “espirito” espalhou-se aos Estados Unidos, e levou à criação de USA for Africa, banda que editou o tema “We are the world” que juntou “monstros” da música como Ray Charles, Michael Jackson, Waylon Jennings, Billy Joel, Bette Middler, Willie Nelson, Pointer Sisters, Smokey Robonsom, Tina Turner, Stevie Wonder, Bob Dylan, Cindy Lauper, Hall & Oates, Kenny Rogers, Diana Ross, Lionel Richie, Paul Simon, Bruce Springsteen, cujas prestações e desafios vocais são verdadeiras obras de arte. Perante o sucesso gigantesco, Bob Geldof avançou para algo à escala mundial que alertasse o mundo para a catástrofe que se vivia em África.
E eis-nos chegados a 13 de julho, para um evento que esgotou os dois estádios, foi transmitido pelas televisões de mais de uma centena de países, com 2 biliões de espetadores, durante mais de 15 horas.
E quem passou pelos palcos, pelos ecrãs do mundo? Para além de Band Aid, Elton John (que cantou a solo, com Kiki Dee e com George Michael), Phil Collins, Status Quo, Adam Ant, Ultravox, Sting, Bryan Ferry, Alison Moyet, Bryan Adams, U2, Beach Boys, Dire Straits, Sade, Nick Kershaw, Simple Minds, The Who, Kenny Loggins, Madonna, Tom Petty, Vlack Sabath com Ozzy Osbourne, Judas Priest, Crosby Stilla & Nash, Eric Clapton, Duran Duran, Patti Labelle, Judas Priste, The Cars, Daryl Hall & John Oates, Bob Dylan, Joan Baez, Pretenders, Paul Mccartney, Thompson Twins, e muitos outros. E depois imaginem em palco Mick Jagger em dueto com Tina Turner, Bob Dylan com Keith Richard e ainda os Queen que tiveram direito a tocar meia dúzia de temas, numa prestação que ficaria histórica, não só para a banda, como para a história da música… Deste evento e nos anos seguintes a Fundação Live Aid reuniria mais de 150 milhões de dólares, para apoio a projetos de combate à fome em países como Burkina Faso, Chade, Eritreia, Etiópia, Mali, Niger e Sudão.
Muito mais havia a escrever sobre este evento, mas o espaço disponível não o permite. Vejam ou revejam um dos maiores acontecimentos musicais de sempre, com forte impacto no mundo. Tão forte que a BBC vai transmitir o concerto para assinalar a data e várias televisões vão emitir programas especiais.





