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Há 109 anos, o Congresso Republicano deliberou a entrada de Portugal na Guerra

Agosto 8, 2025 . 17:30
Opinião: "Em termos humanos, a guerra representou um enorme sacrifício: cerca de 8 mil mortos, inúmeros feridos e doentes, milhares de famílias marcadas por perdas irreparáveis".

A 7 de agosto de 1916, o Congresso da República deliberava, em Lisboa, a entrada formal de Portugal na Grande Guerra, decisão que, na prática, colocava o país na senda dos Aliados e confirmava uma participação há muito pressentida. Este momento, ocorrido há precisamente 109 anos, marcou um ponto de viragem na história nacional do século XX, com consequências duradouras para o regime republicano, para a sociedade e para o destino de milhares de portugueses.
Portugal encontrava-se, desde 1914, numa posição ambígua: neutral, mas claramente colaborante com os Aliados, em particular com o Reino Unido, seu aliado histórico desde o Tratado de Windsor. A pressão diplomática e os interesses coloniais, sobretudo em África, onde se registavam já cenas de guerra com forças alemãs, tornaram a neutralidade portuguesa cada vez mais insustentável. O episódio decisivo deu-se em fevereiro de 1916, quando, a pedido da Grã-Bretanha, o governo de Afonso Costa ordenou a apreensão de dezenas de navios mercantes alemães fundeados em portos portugueses A reação da Alemanha foi imediata: a 9 de março, declarou guerra a Portugal.

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