
Carlos Rabadão aprova reforma do Governo para o ensino superior
Diário de Leiria O Governo vai preconizar uma reforma no Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) anunciando a extinção de várias entidades e a fusão de outras. É uma medida positiva?
Carlos Rabadão A reforma tem mais impacto noutras estruturas que estão ligadas ao ensino secundário, e compreende-se porque as instituições do ensino superior têm uma autonomia reforçada. Relativamente ao que o Governo está agora a propor, sinto que esta reforma, que vai criar a Agência para a Investigação e Inovação que vai juntar o que se faz hoje na FCT [Fundação para a Ciência e a Tecnologia] e na ANI [Agência Nacional de Inovação], responde a uma necessidade que é aproximar mais o que é hoje a investigação fundamental da inovação. Nós hoje temos a FCT, que é quem financia projetos de investigação fundamental, financia as unidades de investigação, financia bolsas para alunos que estão a fazer doutoramento ou ‘pós-doc’. A ANI atua mais na vertente do financiamento de projetos da academia com as empresas, e já tem um pendor mais de desenvolvimento e de inovação e de tentar colocar o que se faz nas universidades ao serviço da sociedade, das empresas e das pessoas.
"Nós prevemos a criação do Instituto Europeu de Ciência e Inovação, em que o ‘mindset’ é o mesmo, que é juntar a ciência e inovação numa mesma gestão conjunta para potenciar maiores sinergias e conseguirmos transformar as nossas ideias, os nossos protótipos em produtos muito mais próximos do que o mercado precisa"
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