
Nulo justo em deserto de ideias
O Paços de Ferreira e a UD Leiria empataram no sábado à tarde sem golos, em jogo da terceira jornada da II Liga de futebol, que ficou marcado pelo equilíbrio e poucas oportunidades.
As equipas tentaram reinventar-se e encontrar criatividade na criação de oportunidades, mas a ineficácia nos últimos metros e o excelente trabalho de ambos guardiões impediram a abertura do marcador. Um espetáculo que pedia mais e que, nomeadamente na primeira metade, viu-se com demasiadas interrupções e intervenções do juiz da partida.
Os leirienses, com objetivos mais ambiciosos, entraram no jogo a dominar, face a um Paços mais fechado, estruturado num bloco médio-baixo, mas agressivo na recuperação.
O primeiro sinal de perigo pertenceu aos leirienses através de Marc Baró que tirou um cruzamento perigoso a partir da linha de fundo, mas Marafona tocou no esférico e não permitiu o desvio para o golo.
Sob um calor intenso, desaconselhável à prática desportiva ao ar livre, os jogadores esforçaram-se imenso, mas foi a qualidade do jogo que pagou a fatura, numa primeira parte com poucos remates e nenhuma oportunidade, mas com os locais mais próximos da área contrária.
Ivan Pavlic foi o mais inconformado do lado dos pacenses, mas João Bravim mostrou-se sempre à altura dos acontecimentos. Já Ronaldo Lumungo teve a melhor oportunidade de golo quando ganhou espaço nas costas de Baró e só com o guardião unionista pela frente rematou forte, mas ao lado da baliza.
Até ao intervalo, destaque para o ‘festival’ de cartões amarelos mostrados pelo árbitro, com seis dos oito mostrados a ser atribuídos aos jogadores da UD Leiria, e para as tentativas fugazes dos pacenses de inaugurar o marcador perante uma UD Leiria apática e sem capacidade de ligação entre sectores.
Mexidas ao intervalo
O técnico Fábio Pereira, a cumprir castigo, viu o jogo da bancada e precaveu-se ao intervalo, deixando três jogadores já ‘amarelados’ no balneário, com a formação leiriense a apresentar melhoras, sobretudo uma outra dinâmica.
Neste período, os forasteiros lograram conquistar quatro cantos e podiam mesmo ter marcado, aos 49 minutos, numa finalização deficiente de Pablo Fernández em que a bola foi intercetada por um defesa canarinho e foi ao poste da baliza de Marafona.
Por aqui se ficou a UD Leiria em matéria de jogadas perigosas, respondendo o Paços, com muita alma e querer, mais uma ou outra opção recente, para equilibrar e até, em vários momentos, se superiorizar ao adversário.
João Victor, aos 65 minutos, dispôs do melhor lance de todo o jogo, após ganhar um ‘duelo’ a Zé Pedro, mas, isolado, permitiu uma enorme defesa a João Bravim, que, assim, impediu a segunda derrota dos leirienses no campeonato.
A UD Leiria só deu um ar da sua graça a cinco minutos do fim, num livre direto cobrado por Juan Muñoz que passou ligeiramente por cima da trave.
FC Paços de Ferreira: 0
Marafona, Kauan, Tiago Ferreira, Gonçalo Cardoso, Anilson, Francisco Ramos, Pavlic (Nito Gomes, 82’), João Caiado (Matheus Martins, 66’), Lumungo (Costinha, 59’), João Victor e Leandro Dias (Vlad, 66’).
Não jogaram: Jeimes, André Sousa, Diegão, Fernandinho, André Liberal.
Treinador: Filipe Cândido.
UD Leiria: 0
João Bravim, Habib Sylla, Zé Vítor, José Pedro, Marc Baró (João Silva, int.), Miguel Maga (Famana Quizera, int.), Daniel Borges (Albert Lottin, int.), Lucho Veja (Bernardo Gomes, 73’), Jair da Silva, Pablo Fernández (Diogo Amado, 81’) e Juan Muñoz.
Não jogaram: Salvi Carrasco, Vasco Oliveira, Victor Silva, Vítor Rofino.
Treinador: Fábio Pereira.
Estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira
Árbitro: Vítor Ferreira (AF Braga).
Espetadores: 1.873.
Disciplina: Cartão amarelo a Lucho Vega (17’), Miguel Maga (19’), Marc Baró (20’), Zé Vítor (25’), Lumungo (35’), Francisco Ramos (36’), Daniel Borges (40’), Juan Muñoz (44’) e Zé Pedro (88’).








