O futuro da Europa
A ida a Washington dos líderes europeus a acompanhar o Presidente da Ucrânia foi um acontecimento da maior importância, nomeadamente porque evitou a repetição das cenas degradantes da visita anterior de Zelensky e mostrou ao mundo uma Europa determinada a defender a Ucrânia do abraço russo de Putin. Resta agora saber a dimensão desse apoio e até onde está a Europa disponível para arriscar esse apoio no plano militar, sabendo-se que a Europa não pode confiar no presidente americano para esse fim.
Esta é a próxima questão, porque não acredito que Putin aceite o fim da guerra em termos aceitáveis para a Ucrânia e estou certo de que não é possível confiar em Trump, ou sequer no seu desejo de ganhar o prémio Nobel neste processo. O mais previsível é que com a continuação das negociações se chegue ao ponto de Trump acusar Zelensky de não querer a paz por não aceitar a total rendição da Ucrânia. Por outro lado, o objectivo de Putin é colocar em causa a representatividade do presidente ucraniano e tentar a sua substituição por um qualquer mais favorável aos interesses russos. Ou seja, aquilo que é verdadeiramente importante nos próximos tempos é a dimensão do apoio militar europeu à Ucrânia, que é a verdadeira dimensão da decidida militarização da União Europeia. Quanto mais depressa os líderes europeus chegarem a esta conclusão melhor.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:





