
Entrada em falso dita derrota
Francisco Barata
Para o Oliveira do Hospital, não houve mesmo nada melhor do que “casa”, no regresso do clube ao sintético do estádio municipal. No primeiro jogo no seu reduto após a descida da Liga 3, a turma agora orientada por Ricardo Maia teve uma exibição sem grandes ‘sobressaltos’ e ganhou por duas bolas a zero ao Fátima.
Os oliveirenses não se deixaram intimidar pela pressão de jogar em casa e entraram determinados em dominar o jogo e fazer rápido o golo inaugural. E assim foi, porque logo aos 2’, Lucas Pinto apareceu nas costas da defesa após lançamento lateral executado rapidamente e, com um remate rasteiro, colocou à prova Evans Tetteh, que defendeu para o lado, onde surgiu Weslei Ferreira para atirar para o fundo da baliza e levar os adeptos “à loucura”.
O Fátima procurou reagir ao golo sofrido, com Nhaga pela ala e Lucas Russo na frente de ataque a dinamizarem o jogo ofensivo dos visitantes. Contudo, os adeptos quase se levantaram quando Lucas Pinto por pouco não desviou para a baliza numa bola parada, mas o esférico passou a centímetros do poste.
O grande ‘golpe’ para as aspirações dos visitantes foi quando Weslei Ferreira, ao fletir para o centro vindo da ala esquerda, passou pela defesa adversária e bisou no jogo ao rematar junto ao poste mais distante da baliza do Fátima. Um belo golo do extremo brasileiro que acabou por sentenciar a partida.
A resposta dos forasteiros no primeiro tempo foi quando Lucas Russo ‘encheu o pé’ à beira da área para Pedro Cardoso ‘amarrar’ sem problemas.
Os visitantes entraram para a segunda parte com outra personalidade e Nhaga, logo nos primeiros minutos, surgiu solto pela direita e atirou para uma boa estirada do guardião da casa. Passados os primeiros 10 minutos, o ímpeto perdeu-se e o jogo ficou ‘amarrado’ e com muitas paragens.
Com as alterações, a partida ficou com um ritmo mais elevado, com o Fátima a colocar toda a ‘carne no assador’, e os oliveirenses iam explorando o contra-ataque com arrancadas dos recém-entrados Frank e Afonso Sousa, partindo destes as melhores situações de perigo até ao cair do pano, que com o apito do árbitro ditou o 2-0 final.
FC Oliv. Hospital 2
Pedro Cardoso, Zé Simão, Tibúrcio (Matheus, int.), Nuno Viana, Gonçalo Bernardo, Marcelo Machado, Barge (Pedro Peralta, 57’), Dabo, Simão Pita (Rogério Fernandes, 57’), Weslei (Afonso Sousa, 66’), Lucas Pinto (Frank, 75’). Não jogaram: Haymamba, Pedro Aníbal, Coquinho, Samuell.
Treinador: Ricardo Maia.
CD Fátima 0
Tetteh, Tiago Freitas, Rui Geadas, Dinis Almeida, Bruno Beato (José Maria, 66’), Miguel Pinto (Diogo Morgado, 75’), Alex Silva, Francisco Ferreira, Tiago Silva (Marco Pires, 75’), Lucas Russo, M’Buli Nhaga (Ganso, 89’).
Não jogaram: Luís Batalha, Ivo Cristo, Tomás Silva, Martim Santos, Lucas Marques.
Treinador: Gonçalo Carvalho.
Estádio Municipal de Oliveira do Hospital
Árbitro: Fábio Silva. Assistentes: Christophe Bastos e Marco Soares.
Espetadores: 416. Ao intervalo: 2-0.
Golo: 1-0 Weslei (2’), 2-0 Weslei (22’).
Disciplina: Cartão amarelo para Tibúrcio (7’), Bruno Beato (20’), Marcelo Machado (32’), Lucas Pinto (46’), Barge (50’), Nuno Viana (61’), Rui Geadas (64’), Rogério Fernandes (73’), Afonso Sousa (90+4’), Alex Silva (90+7’).








