
Feira de Artesanato soma 30 edições com forte envolvência da comunidade
Pombal prepara-se para acolher, entre hoje e domingo, a 30.ª edição da Feira Nacional de Artesanato e Tasquinhas, um dos eventos mais emblemáticos do concelho e já uma referência no calendário cultural do país.
A decorrer na Expocentro, o certame vai reunir centenas expositores de várias regiões de Portugal, numa mostra que cruza arte, tradição, cultura popular e gastronomia.
Para o presidente da Câmara Municipal de Pombal, Pedro Pimpão, a realização da 30.ª edição demonstra a longevidade do evento, que se tem afirmado pela sua dimensão nacional. “Vamos ter presentes nesta feira os melhores artesãos a nível nacional e isso para mim é muito importante, porque teremos representatividade geográfica de todo o país”, salientou.
Serão 180 os expositores presentes na Feira Nacional de Artesanato e Tasquinhas, mas segundo Pedro Pimpão, a procura para participar é superior. “Só não cresce mais porque temos o limite físico do espaço. Nós temos 180 expositores, mas tivemos muito mais demonstrações de interesse de pessoas que queriam vir expor os seus produtos”, frisou, garantindo que “há um cuidado especial” para envolver os artesãos da terra, criando oportunidades para darem a conhecer o seu trabalho.
O evento está de tal forma enraizado que “os artesãos já sabem que o último fim de semana de setembro é dedicado a Pombal”. “Felizmente temos tido muitos visitantes”, realçou.
Além da riqueza do artesanato, a feira oferece também uma viagem pelos sabores locais e tradicionais, proporcionando ao visitante “experiências” que dificilmente encontram noutras ocasiões. Pedro Pimpão dá o exemplo do tortulho, um tipo de enchido com carnes e miudezas, prato tradicional de Vila Cã, que pode ser saboreado no certame.
O autarca pombalense destacou ainda o “grande compromisso” das várias freguesias e coletividades em fazerem deste um “evento com um forte teor comunitário”.
Pedro Pimpão não tem dúvidas do “retorno económico, social e comunitário” que o evento tem quer para o território, quer para os seus participantes que “saem a ganhar diretamente com com a visibilidade que a feira já conseguiu alcançar”.
Quanto ao futuro do evento, o presidente do município admite que ainda há margem para crescer. Aliás, o executivo tem pensado na possibilidade de lhe dar mais visibilidade “ano após ano”. “Foi por isso que nós iniciámos esta estratégia de ter estes concertos associados à Feira Nacional de Artesanato no sentido de dar outra visibilidade envolvência. Esse é um desafio permanente”, adiantou, esclarecendo que o executivo tenciona ouvir também os contributos dos participantes.
Com a expectativa de receber “milhares de pessoas” ao longo dos três dias, o evento volta a apresentar uma oferta diversificada de produtos que vão desde a cerâmica, tecelagem, ourivesaria, madeira, até aos bordados e artigos em couro, representando a criatividade das diversas regiões de Portugal.
O grupo Némanus atua amanhã, e Quim Barreiros no final da tarde de domingo.
Além disso, serão realizadas atividades paralelas, com destaque para as sessões de ‘showcooking’, dinamizadas pelo Chef Flávio Silva, natural do concelho de Pombal, e que contará com outros profissionais que irão apresentar algumas receitas tradicionais da gastronomia portuguesa.








