
Leirienses regressam às urnas a pensar no presente e no futuro do concelho
A meio desta tarde, as principais mesas de voto da cidade de Leiria registavam uma boa afluência e um movimento constante. Entre quem se apressava a chegar e quem saía já com o dever cumprido, o ambiente era tranquilo.
Por volta das 16h30, muitos eleitores dirigiam-se às urnas para exercer o seu direito de voto, um gesto que muitos descreveram como um dever e um ato de responsabilidade para com o território a que pertencem.
A equipa do Diário de Leiria encontrou Manuel Mota, de 19 anos, à saída da Escola D. Dinis, em Leiria, onde tinha acabado de votar pela primeira vez para as eleições autárquicas. “Há um sentido de responsabilidade principalmente porque é para a minha cidade e existe esse sentido de pertença”, salientou, defendendo que todas as pessoas deviam exercer o seu “dever cívico” e “decidir sobre o que acham que deve acontecer ao seu concelho e cidade”. “O meu voto e o de todos mostra a opinião de cada pessoa e da população em geral”, acrescentou.
Já de saída estava também Paula Gomes, de 59 anos, que vê no seu voto um caminho para a “liberdade e conquista” de “um país melhor”. A leiriense acredita que o seu voto pode fazer a diferença “nas políticas que são propostas” e nas quais disse acreditar.
Em declarações ao nosso jornal, o presidente da União das Freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes, José Cunha, deu nota de que, por volta das 16h00, a afluência às urnas rondava os 40%, mas “com tendência para aumentar”, tendo em conta o registo de “muito movimento nas diferentes secções de voto”. “Veem-se aqui mesas de voto com fila e muita gente a circular. Pode ser um bom indício. Estou convencido que ultrapassemos os 50%. Se for mais de 50% já podemos considerar que há uma boa participação comparativamente às últimas eleições”, salientou.
Já na Escola Básica 2/3 dos Marrazes, Ana Caçador, de 55 anos, realçou que através do seu voto pode fazer a diferença no “presente e no futuro”. “Se nós acreditarmos que é possível fazer melhor do que já existe é sempre uma mais valia”, frisou.
A mesma opinião tem Paulo Nunes, de 37 anos, que votou a pensar no presente e no futuro do seu concelho e do território. “Temos que pensar o que o concelho tem que evoluir para ver o que o futuro nos trará. Se nós não votarmos nunca vamos ver a diferença”, realçou.
Já o presidente da União das Freguesias de Marrazes e Barosa, Paulo Clemente, apontou para uma afluência a rondar os “38,88%”, registada perto das 16h30. “Vê-se muito movimento e espero que consigamos ter mais de 50%”, sublinhou.
A nível nacional, a afluência às urnas para as eleições autárquicas seguem a mesma tendência e situava-se em 43,42% até às 16h00, valor superior ao registado à mesma hora há quatro anos, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
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