
Paulo Moreiras confessa “emoção imensa” por receber o Prémio PEN
O escritor Paulo Moreiras foi anunciado na terça-feira o vencedor do Prémio PEN, na categoria de ficção narrativa, por unanimidade do júri, com o romance ‘A Vida Airada de Dom Perdigote’, que consagra agora o autor que reside em Vermoil, no concelho de Pombal.
“Este é aquele que eu considero o meu melhor romance. O culminar de mais de 20 anos de trabalho. Ver tudo isso reconhecido por este prémio dá-me uma enorme alento para continuar. A honra e o prestígio que me foram concedidos, ao figurar ao lado dos nomes maiores da nossa literatura, é uma emoção imensa”, admitiu o escritor ao Diário de Leiria.
Depois de ter estado 12 anos sem escrever um romance, logo às primeiras páginas de ‘A Vida Airada de Dom Perdigote’ Paulo Moreiras percebeu que estava a escrever de outra maneira, “de uma forma mais madura”. “Depois de concluir o Perdigote, reescrevi todos os meus romances, com exceção do Fuas Bragatela. Eu agora era outro a escrever e, com isso, ganhei uma solidez literária que há muito buscava. O nível de confiança era extraordinário”, admite.
Questionado sobre os motivos que terão levado o júri a premiar a sua obra, Paulo Moreiras destaca “o malabarismo e criatividade” que aplica na utilização da Língua Portuguesa e “da sua incomensurável riqueza”. “É isso que dá um certo colorido às minhas histórias. Resgatar dos esquecimento muitas palavras e expressões, algumas delas usadas pela minha avó”, completou.
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