
Empate a zero reflete duelo tático
SCL Marrazes e AC Marinhense travaram um duelo intenso e taticamente equilibrado que se traduziu num nulo no marcador. Numa partida em que as marcações imperaram, o resultado confirma a enorme dificuldade que as equipas sentiram para criar oportunidades claras. Não obstante a entrega e velocidade com que decorreu o desafio, a ausência de golos no clássico reflete o rigor defensivo e a luta incessante a meio campo.
O Marrazes entrou melhor no jogo, exibiu um futebol fluido e instalou-se no meio-campo adversário. Contudo, o Marinhense aguentou a pressão inicial e equilibrou as operações através de rápidos desdobramentos ofensivos que faziam prever um jogo de ataque. Contudo, com o desenrolar da partida, foi a estratégia defensiva que imperou.
Desta forma, ainda antes do meio da primeira parte o jogo ‘fechou’, com as marcações apertadas a reduzirem espaços, pelo que os lances de perigo surgiam esporadicamente e através de bolas paradas. A primeira ameaça séria nasceu da iniciativa de Roman Costa, que desferiu um remate forte e colocado do meio da rua, que passou a rasar a baliza forasteira, para alívio de Eduardo Pinto.
Por seu lado, o AC Marinhense denotava grandes dificuldades para jogar no último terço do terreno, onde Miguel Bento e Filipe Caseiro chegavam para as encomendas.
Perto do intervalo, surgiu a melhor oportunidade de golo para os marrazense através de um centro com precisão de Bernardo Carvalho que isolou Guilherme Marins. No entanto, o seu cabeceamento saiu por cima da barra.
O Marinhense entrou na segunda parte mais determinado e, através de uma bola em profundidade, Malic Amo fugiu em velocidade, entrou na área e, na cara do golo, rematou forte. Pedro Paiva, com uma defesa monumental, manteve a igualdade.
Com a partida muito disputada a meio campo e sem que as oportunidades claras surgissem, Malic Amo voltaria a ameaçar de cabeça, mas sem acertar no alvo. Depois, a chave esteve nas mãos de Pedro Paiva, que se agigantou ao sair dos postes, para intercetar uma bola em profundidade destinada a Santiago Assis.
Com o jogo a entrar na sua última fase, o Marinhense cresceu com a prática de um futebol mais objetivo, enquanto o Marrazes, agora a jogar com dez, denotava maiores dificuldades e procurava remates de meia-distância. Com o jogo a caminhar para o fim, ficava a sensação de que só um golpe de sorte ou uma bola parada poderiam desfazer o nulo do marcador, o que não aconteceu.
O trio de arbitragem efetuou um bom trabalho.
SCL Marrazes: 0
Pedro Paiva, Gonçalo Almeida, Miguel Bento (c), Filipe Caseiro, Bernardo Carvalho (Lucas Luz, 78’), Martim Vindeirinho (David Gomes, 60’), Guilherme Marins (Gonçalo Cruz, 78’), Tomás Jacinto, Afonso Dias (Duarte Ribeiro, 86’), Roman Costa, Eduardo Fabião (Vitor Silva, 45’). Não jogaram: Miguel Prazeres, João Gaio, Diogo Ferreira.
Treinador: Sandro Jorge.
AC Marinhense: 0
Eduardo Pinto, Nicolau Grosu, Francisco Silva (c), Martim Ferreira, João Carmo, Rodrigo Vilas Boas, Lucas Carmo (Santiago Assunção, 82’), Afonso Matos (Lucas Ferreira, 71’), Francisco Couxão, Malic Amo, Martim Vareda (Rafael Lopes, 82’). Não jogaram: Gonçalo Prata, Santiago Santos, Sasha, Luís Estrelinha, Miguel Silva.
Treinador: Luís Neto.







