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Distrito “talvez seja o melhor exemplo da capacidade de adaptação à evolução industrial e tecnológica"

João Cotrim Figueiredo afirmou ontem que o distrito de Leiria “é o melhor exemplo da capacidade de adaptação à evolução industrial e tecnológica no mundo”.

O candidato à Presidência da República, João Cotrim Figueiredo, afirmou ontem que o distrito de Leiria “é o melhor exemplo da capacidade de adaptação à evolução industrial e tecnológica no mundo”, elogiando a forma como o tecido empresarial tem acompanhado as transformações globais.
À margem do NEXXT Leiria, onde foi orador na conferência ‘Repensar o Progresso: Desafios e Oportunidades’, o também eurodeputado adiantou ao nosso jornal que “boa parte das indústrias de Leiria, que são bem sucedidas, tem sabido adaptar-se às novas necessidades dos seus clientes e dos locais para os quais vendem”.
Para João Cotrim Figueiredo, “este tipo de adaptabilidade devia ser a norma em todo o país, mas infelizmente não é”. “O grande entrave ao desenvolvimento de Portugal é a dificuldade em assumirmos que a mudança faz parte da vida. Não mudar é perigoso e acho que Leiria tem dado o exemplo extraordinário de que mudar e adaptar-se é possível e produz resultados, em especial nestas novas tecnologias”, salientou.
Perante uma plateia bem composta no Teatro Miguel Franco, o candidato convidou o público a refletir sobre o progresso no século XXI, considerando que a “revolução tecnológica mais recente”- incluindo, mas não só, a inteligência artificial - “não produziu significativamente mais riqueza”.
Citando um estudo deste ano da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), o economista referiu que a “produtividade está a nível mundial praticamente estagnada, apesar de 25 anos de revolução tecnológica”.
“Há maiores facilidades, mas se pararmos para pensar, não sei se podemos dizer que a nossa vida está melhor”, observou, antes de lançar uma sequência de questões que prenderam a atenção da sala: “Temos mais capacidade de contactar os outros, mas temos melhores relações? Não. Temos muito mais acesso à informação, mas temos mais confiança nessa informação e sentimo-nos mais integrados e seguros, no sentido de saber o que esperar no mundo que nos rodeia? Também não”, frisou.
A partir desta reflexão, defendeu que a atual revolução tecnológica é “diferente das anteriores”, apontando cinco razões: a velocidade com que evoluiu, a natureza das tarefas que substitui, o impacto em profissões de valor acrescentado, as complicações éticas e a autossuficiência tecnológica.
O candidato concluiu que esta revolução “precisa de respostas diferentes”, mostrando-se convicto de que “não é possível haver progresso sem liberdade de criar e pensar”.

Outubro 31, 2025 . 11:00

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