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Tiago Bettencourt edita 'Foz' novo álbum no qual explora o universo da eletrónica

Embora o álbum só seja editado na sexta-feira, em digital, CD e vinil, as canções têm estado a ser divulgadas, ao ritmo de uma por dia, num canal na plataforma de conversação WhatsApp, ao qual é possível chegar através das contas oficiais de Tiago Bettencourt nas redes sociais.

O músico Tiago Bettencourt edita na próxima sexta-feira, “Foz”, um álbum “bastante mais eletrónico” que os anteriores e que é resultado de um longo processo de experimentação, do qual fez parte uma residência artística na Suíça.

Em entrevista à Lusa, partilhou que o processo de criação do novo trabalho “foi uma procura” por um sítio onde queria chegar, mas não fazia ideia como.

“Foi uma procura muito longa, foi uma experimentação que demorou bastante tempo - tentativa e erro -, até eu perceber para onde é que queria que as canções fossem”, contou.

O resultado é um álbum “bastante mais eletrónico”, feito quase todo na sua sala de ensaios/estúdio, que batizou A Toca.

“Tem um lado orgânico de eu ter tocado muita coisa ao vivo, mas a base é muito eletrónica. Tive que aprender a trabalhar assim, porque o método de arranjos não tem nada que ver com o que costumo fazer”, referiu.

Os 15 dias que passou em abril do ano passado em residência artística num ‘chalet’ de montanha na Suíça foram “essenciais” para conseguir descobrir a direção que queria dar ao novo trabalho.

“Acho que todo o imaginário do álbum passa muito pelos sons que essas paisagens me sugeriram. Quando voltei para Lisboa já tinha mais noção do sítio para onde queria ir”, partilhou.

Tiago Bettencourt toca as músicas que compõem “de infinitas maneiras diferentes”, e as onze que compõem “Foz” não são exceção.

“Todas as canções que estão aqui consigo tocar à guitarra, ao piano, com banda. Eu gosto muito de canções, e não quero destrui-las, quero sempre descobrir novas maneiras de as canções funcionarem. E isto foi uma delas”, referiu.

Na música eletrónica, que “permite ir para um lado mais imaginário”, encontra “infinitas possibilidades”.

“Se estiver a gravar com o meu baterista tenho o som de bombo da bateria dele, mas na música eletrónica tenho infinitas possibilidades. Quando vou à procura da escolha do bombo, estou à procura de uma emoção, de qualquer coisa que quero sentir quando esse bombo entrar”, descreveu.

Essa procura levou tempo e, na verdade, “nunca acaba”. Tiago Bettencourt podia ter continuado “até ao infinito”, mas quer que as músicas acabem e mais ainda editar álbuns. A certa altura decidiu parar: “Ok. Está bom assim e é assim que eu quero”.

Já com as canções em estado avançado percebeu que precisava de ajuda de alguém mais experiente no campo da eletrónica. Foi nessa altura que recorreu ao músico, produtor e amigo Fred Ferreira (dos Orelha Negra e Banda do Mar, entre outros projetos) para que com ele produzisse “Foz”.

Além de Fred, o álbum conta também com a participação da cantora Milhanas, autora da letra e voz no dueto “Não sei”, e da fadista Raquel Tavares, em “Montanha”.

“Queria muito ouvir ali [naquela canção] um fado. Gravámos com um microfone que distorce a voz e depois ainda estraguei um bocadinho mais a voz dela, então parece que é uma gravação antiga. É um ‘sample’ feito de raiz, digamos assim”, explicou.

A mistura do álbum ficou a cargo de Charlie Beats, que já produziu para Wet Bed Gang, Kappa Jotta e Papillon, entre muitos outros, “uma bela e improvável descoberta”.

Embora o álbum só seja editado na sexta-feira, em digital, CD e vinil, as canções têm estado a ser divulgadas, ao ritmo de uma por dia, num canal na plataforma de conversação WhatsApp, ao qual é possível chegar através das contas oficiais de Tiago Bettencourt nas redes sociais.

Os concertos de apresentação de “Foz” estão marcados para Coimbra, cidade onde nasceu Tiago Bettencourt, na quinta-feira, no Convento São Francisco, Lisboa, dia 18 de dezembro, no Campo Pequeno, e Porto, dia 20 de dezembro, na Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota.

Novembro 2, 2025 . 18:00

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