
Novo presidente da Câmara da Batalha promete exercer cargo sem arrogância
O novo presidente da Câmara da Batalha, André Sousa, garantiu que, apesar do PSD ter reconquistado a presidência do município com maioria absoluta, isso “não nos dá direito à arrogância”.
“Nas últimas eleições autárquicas os batalhenses deram-nos uma maioria absoluta. Foi um voto claro de mudança, de ação, de uma câmara mais próxima e de futuro. Deixo uma certeza: a maioria absoluta não nos dá direito à arrogância - dá-nos uma responsabilidade acrescida”, sublinhou o social-democrata.
O PSD ganhou as eleições para a Câmara da Batalha, com maioria absoluta (44,15%), conquistando quatro mandatos, enquanto o movimento ‘Batalha é de todos’, encabeçado por Raul Castro e que presidiu ao anterior mandato, alcançou dois (20,70%).
Já o CDS-PP (16%) elegeu um vereador, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Na passada sexta-feira, na sua tomada de posse, que decorreu no Auditório Municipal da Batalha, completamente lotado, André Sousa prometeu uma gestão racional.
“Não vamos parar o que está em curso só para marcar a diferença política. O que estiver bem feito, avançará. O que se precisar de correções, será corrigido. O que falta fazer, será feito com determinação e com base numa avaliação rigorosa do estado dos projetos, das obras, da situação financeira, da capacidade dos serviços e dos compromissos já assumidos”.
O novo presidente da Câmara da Batalha disse pretender governar “com sentido de continuidade quando ela é útil e com coragem de mudança quando ela é necessária”.
André Sousa prometeu ainda que vai cumprir o programa eleitoral e recordou por isso algumas promessas feitas na campanha.
Uma das prioridades será “mais habitação para os nossos jovens”, mas também “apostar na regeneração urbana e na manutenção do espaço público” e “ampliar as zonas industriais e apoiar o setor empresarial”.
O novo executivo vai também apostar na “mobilidade que aproxima as quatro freguesias do concelho” e tentar alinhar as políticas para a cultura e turismo “com o nosso património mundial, natural e social”. O autarca quer também “saúde mais perto de quem precisa” e associativismo com apoio estável e transparente”. “Queremos a sustentabilidade e ambiente como marca do futuro”, destacou, prometendo ainda “dignidade e bem-estar para a nossa população sénior, educação com escolas modernas e com condições de excelência”.
“Não são intenções, são compromissos”, vincou.
Até à eleição como presidente da Câmara da Batalha, André Sousa, 32 anos, economista, era responsável por uma empresa na área dos fundos comunitários. É também presidente da concelhia social-democrata.
No mandato 2017-2021, quando o município era liderado pelo PSD, André Sousa foi chefe de gabinete na autarquia durante a gestão da crise da covid-19. Nas últimas autárquicas, e para a assembleia municipal, o PSD conquistou dez mandatos, o ‘Batalha é de todos’ cinco, o CDS-PP três, o Chega dois e a Iniciativa Liberal um.
O novo presidente da assembleia municipal é Luciano Gonçalves, que lidera o conselho de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol.
O PSD lidera as quatro freguesias do concelho da Batalha.
Presidente da AM quer uma “oficina de ideias”
O presidente da Assembleia Municipal da Batalha eleito defendeu na sexta-feira uma assembleia equivalente a uma “oficina de ideias” e não a um “campo de batalha”, considerando aquele órgão como um espaço de debate em prol da população. No seu primeiro discurso naquela que foi a primeira sessão ordinária da nova Assembleia Municipal, Luciano Gonçalves assegurou que será o presidente “de todos os batalhenses” e de um concelho que “não precisa de política de posicionamento”, mas sim de “política de propósito”. Reafirmando que a assembleia não será espaço de “chacota” ou “disputas pessoais”, Luciano Gonçalves espera uma “assembleia de construção”. “Não quero uma assembleia de confrontos, quero uma assembleia de construção, num espaço onde o debate não é um campo de batalha mas sim uma oficina de ideias, onde as diferenças não nos separam, apenas nos completam”, afirmou.







