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“As memórias mais marcantes estão ligadas ao espírito de comunidade que vivemos”

Dulce Oliveira frequentou a Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Instituto Politécnico de Leiria e testemunha nesta rubrica ‘Na Rota dos Alumni’ a sua passagem pela instituição.

Nome: Dulce Oliveira
Idade: 41 anos
Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche) - ESTM
Curso: Biologia Marinha e Biotecnologia
Ano de conclusão: 2006
Profissão: Investigadora

Recorda-se do seu primeiro dia no Politécnico de Leiria?

Sim, é uma memória inesquecível! Entrei na 2ª fase, cheia de expectativas e aquele nervosismo bom, que logo se dissipou assim que pisei a ESTM pela primeira vez. A escola, recém-inaugurada, era pequena e acolhedora, criando um ambiente tão familiar que era impossível não nos sentirmos em casa. Nesse dia, fiz o meu primeiro amigo açoriano e conheci pessoas que se tornaram amigas para a vida e, curiosamente, colegas de trabalho até hoje.

Porquê o Politécnico de Leiria?

Sempre vivi perto da praia, e talvez por isso sempre fui fascinada pelo mar e pelo impacto que ele tem nas nossas vidas. Na altura, a ESTM destacava-se por oferecer uma licenciatura única que unia duas áreas que muito interessantes: Biologia e Biotecnologia. Foi, por isso, a minha primeira escolha, não só pela inovação do curso, mas também pela sua localização em Peniche, junto ao oceano, que para mim era o cenário perfeito para começar uma nova etapa da minha vida.

Quais as melhores memórias que guarda do tempo de estudante?

As memórias mais marcantes estão ligadas ao espírito de comunidade que vivemos. Todos nos conhecíamos, mesmo de cursos diferentes, e convivíamos como uma família de cerca de 200 alunos, além dos amigos penichenses. Fiz amizades incríveis e tive professores que efetivamente moldaram o meu percurso profissional. Foram anos inesquecíveis, que culminaram com um intercâmbio no Brasil – uma das melhores experiências da minha vida.

Como foi o seu percurso profissional após o término do curso?

Após a licenciatura e uma pós-graduação, trabalhei cinco anos em controlo de qualidade, onde aprendi muito, mas sentia que me faltava algo. Decidi seguir o meu sonho de infância: ser cientista. Na minha primeira bolsa de investigação, descobri a paixão pela paleoclimatologia, o estudo das alterações climáticas do passado, que aprofundei no Mestrado em Ciências do Mar, em Lisboa, e no Doutoramento em França, colaborando com instituições na Europa, Ásia e Estados Unidos.

E de que modo o Politécnico de Leiria contribuiu para a sua formação e carreira profissional?

Foi a base do meu percurso, onde desenvolvi competências essenciais como trabalho em equipa, superação de desafios, persistência e pensamento crítico, que continuam a definir o meu dia a dia profissional.

Que competências considera serem mais relevantes para se ser um bom profissional?

Como investigadora, destaco a resiliência, a curiosidade para explorar o desconhecido e a capacidade de colaborar com pessoas de diferentes áreas. A ciência é, acima de tudo, um esforço coletivo, onde a humildade para aprender com os outros e com cada experiência é essencial.

Onde se vê daqui a 10 anos?

Espero estar a liderar o primeiro laboratório de palinologia marinha em Portugal, contribuindo para o avanço científico nas alterações climáticas e para a formação de jovens investigadores.

Que mensagem gostaria de deixar aos atuais e futuros estudantes do Politécnico de Leiria?

Acreditem nos vossos sonhos, mesmo quando parecerem difíceis de alcançar. O caminho pode ser desafiante, mas a dedicação e a paixão são as chaves para o sucesso.

Novembro 23, 2025 . 09:00

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