
Vereador do Chega abdica das senhas de presença para que reuniões sejam gravadas
O vereador do Chega, Luís Paulo Fernandes, defendeu novamente na reunião do executivo de segunda-feira, que aquelas sessões devem ser gravadas em vídeo e transmitidas publicamente, propondo que, se o problema for uma questão financeira, abdicaria das suas senhas de presença - no valor de 83,72 euros cada uma - para a concretização da gravação.
“Estou na disponibilidade de abdicar das minhas senhas de presença para esse investimento: gravar as sessões em vídeo. Não é uma questão de protagonismo, é porque os leirienses não têm tempo para estar aqui três horas e nem todos acedem à comunicação social”, sublinhou Luís Paulo Fernandes, acrescentando que existem concelhos mais pequenos no país que Leiria que têm orçamento para fazer a gravação em vídeo.
Em resposta, o presidente da Câmara de Leiria recordou que as reuniões de câmara são “todas públicas, abertas ao público e abertas à comunicação social”. “Não há nada a esconder, não há reuniões de câmara secretas. Tem sido assim nos últimos anos e nada nos leva a ter que alterar o modelo de reuniões”, reiterou Gonçalo Lopes (PS).
Luís Paulo Fernandes aproveitou então a oportunidade para atacar a comunicação social local e acusá-la de censura. “A comunicação social pode estar [nas reuniões de câmara], pode não estar, pode ignorar o que diz o vereador do Chega, pode censurar e não há nenhum comunicado à imprensa do meu partido que tenha sido noticiado pela comunicação social local”, disse, acrescentando nas suas redes sociais que a comunicação social “nunca passa nada do que propõe ou defende o Chega”, equiparando à “censura e lápis azul”.
Mais tarde da reunião de câmara, Luís Paulo Fernandes voltou a referir que não queria fazer um requerimento a pedir uma câmara a filmar-se a si próprio, mas “se tiver que ser assim será”.








