
Samuel Úria, Inês Apenas e Milhanas atuam na Marinha Grande em 2026
Samuel Úria, Inês Apenas e Milhanas estão entre os dezenas de artistas que atuam até abril de 2026 na Marinha Grande, mantendo a aposta numa programação cultural “eclética” com e para todos.
A agenda cultural para o primeiro quadriénio de 2026, segue a estratégia aprovada pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), através da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, conjugando espetáculos com nomes conhecidos do panorama nacional e a valorização de artistas e práticas artísticas emergentes, muitos deles naturais da Marinha Grande.
O concerto do cantor e compositor Samuel Úria dá início à programação cultural, no dia 17 de janeiro, assinalando a revolta vidreira do 18 de janeiro de 1934.
No dia 24, haverá uma chamada à participação da comunidade para participarem na sessão ‘Onde estavas quando leste o Primeiro Jornal’. A partir de arquivos de revistas e jornais antigos de Cristóvão Cunha e do testemunho de vários jornalistas, serão debatidos assuntos como as ‘fake news’ e a importância dos órgãos de comunicação social.
Ainda em janeiro, a peça de dança e outras artes ‘Ocelo’, de Daniela Cruz, será apresentada no Teatro Stephens no dia 31.
Em fevereiro, a Marinha Grande recebe no dia 07 espetáculo da leiriense Inês Apenas com coro improvisado, com chamada à participação de pessoas que queiram cantar ou apenas participar num projeto em comunidade. No mesmo dia João Polido, Natércia Lameiro e Gisela Mabel mostram o seu talento na Marinha Grande.
‘Morrer pelos passarinhos’, em sete atos e com três horas e meia, de Lígia Soares e Henriques Furtado Vieira, percorre vários espaços da Marinha Grande no dia 21 de fevereiro.
No final de fevereiro, Milhanas atua no Teatro Stephens no dia 28.
Em março, há três dias totalmente no feminino, da programação ao palco, para assinalar o Dia Internacional da Mulher. De 06 a dia 08, passam pelo teatro da Marinha Grande Mónica Vale de Gato, Suzana Francês, Tita Maravilha, e há ainda cinema, oficina de skate e conversa.
Para 27 de março, anuncia-se ‘Definitivamente, as Bahamas’, peça encenada por Ricardo Neves-Neves, com Custódia Galego e Marque d’Arede nos principais papéis.
Em abril há edição especial intercultural de Quarteirão Cultural no dia 11, e teatro ‘Espanto’, de Ana Madureira, no dia 18.
Ao longo de todo o primeiro trimestre, a companhia Marionet desenvolverá nas escolas da Marinha Grande três iniciativas que cruzam teatro e ciência.
Marinha Grande com
crescimento de público
Na sessão de apresentação da agenda para o primeiro quadrimestre de 2026, o diretor artístico do Teatro Stephens, Carlos Veríssimo, afirmou que o resultado da programação “esconde por detrás muitas horas de trabalho e de preparação”, começando já a dar frutos no que toca à audiência.
Ao fim de dois anos, “estamos a conseguir captar mais interesse de mais pessoas”, embora ainda “não tantas como gostaríamos”, referiu, sem avançar números.
Ainda assim, na Marinha Grande regista-se “uma inversão nos públicos que é muito evidente”, relativamente ao que acontece “no cinema e nas grandes salas nacionais”.
“Estamos a fazer um percurso inverso, de algum crescimento. As pessoas começam a vir [aos espetáculos] e a voltar mais consistentemente (…) apesar de propormos projetos menos conhecidos, acreditamos que eles possam ser vistos por qualquer pessoa”, afirmou o responsável.
À entrada do terceiro ano de “um projeto ambicioso”, que canaliza “mais ou menos 80% do que fazemos para comunidade” e “20% para espetáculos típicos de fim de semana”, tanto público como os agentes culturais da Marinha Grande “têm dado resposta positiva, o que nos dá ânimo e satisfação”.
“Este é um projeto que cultura e semeia, não está apenas para fazer a apresentação de espetáculos. Tentamos que seja mais qualquer coisa do que isso”, através de iniciativas que incentivam o envolvimento de artistas de fora com a comunidade local, seja outros artistas, alunos, famílias, movimento associativo ou minorias.
Para o novo vereador da Cultura, Sérgio Silva, eleito pela CDU e que integra o executivo liderado pelo PS, que conquistou a autarquia a um movimento independente, o projeto para o Teatro Stephens “é uma das poucas coisas boas” que a Marinha Grande herdou “do passado”.
“Não se limita apenas a ser uma programação de animação cultural: vai mais fundo, vai às raízes, à comunidade, fala com as pessoas e tem a ver com a identidade marinhense” e divulga “criadores locais que, de outra forma, passariam despercebidos”, salientou o vereador comunista, que destacou a ambição levar para o concelho “formas de arte mais eruditas”.







