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E-Redes sem previsão de restabelecimento total de energia na região afetada

O responsável da empresa disse esperar que “seja cada vez mais residual o número de pessoas que não tem energia”.

O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou hoje não haver previsibilidade sobre quando vai ser possível ter o restabelecimento total de energia elétrica à região afetada pela depressão Kristin.

“Eu esclareço que não consigo, neste momento ter previsibilidade sobre a data em que toda a gente vai ter energia no perímetro desta intempérie. É a resposta mais séria e a resposta mais honesta que eu tenho para dar neste momento”, declarou José Ferrari Careto.

Numa conferência de imprensa nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde o município instalou um centro de operações, o responsável da empresa disse esperar que “seja cada vez mais residual o número de pessoas que não tem energia”.

“Mas não consigo dizer mais do que isto, neste momento, sob prejuízo de estar a criar falsas expetativas e de estar a faltar à verdade”, adiantou.

Antes, explicou que à medida que a empresa vai “resolvendo avarias de média tensão” acrescenta “mais clientes energizados” e à medida que se ultrapassam as avarias de baixa tensão, aumentam os clientes com eletricidade.

“Mas, infelizmente, gostava muito, mas não consigo dar aqui e agora uma data para dizer que toda a gente vai ter energia”, admitiu, reconhecendo haver uma “probabilidade elevada” de chegar ao final deste mês com todos os clientes com energia restabelecida.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Fevereiro 1, 2026 . 16:32

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