
Presidente da câmara pede isenção de portagens entre Marinha Grande e Leiria
O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, reivindicou hoje, junto do ministro das Infraestruturas e Habitação, da Infraestruturas de Portugal e da Auto-Estradas do Atlântico, a isenção imediata do pagamento de portagens no troço da A8 entre a Marinha Grande e Leiria, que serve o concelho.
A reivindicação surge na sequência do impacto severo provocado pela Tempestade Kristin, que continua a causar dificuldades significativas de mobilidade e de operação, afetando empresas, trabalhadores e residentes, e originando fortes congestionamentos na EN 242.
Segundo o autarca, “a Marinha Grande vive uma situação excecional, que exige medidas excecionais”. Paulo Vicente recorda que, “em condições normais, mais de 20 mil veículos por dia circulam no eixo Marinha Grande–Leiria, incluindo um volume muito significativo de camiões pesados”, sublinhando tratar-se de “um corredor absolutamente vital para o funcionamento do nosso tecido económico e para a mobilidade diária da população”.
O presidente da Câmara alerta ainda que, “neste momento, com a devastação causada pela Tempestade Kristin, esse fluxo tornou-se ainda mais crítico”, uma vez que trabalhadores, empresas, viaturas operacionais, equipas de emergência, voluntários e serviços essenciais dependem desta ligação para atuar rapidamente e com segurança.
Neste contexto, Paulo Vicente considera que a isenção temporária das portagens na A8 “é uma necessidade imperiosa do ponto de vista operacional”, defendendo que é essencial “aliviar com absoluta urgência a pressão sobre as famílias, as empresas e todos os que estão a contribuir para a recuperação do concelho”.
O autarca destaca ainda a importância de manter a EN 242 o mais desimpedida possível. “Estamos a falar de um corredor absolutamente essencial para o trabalho de máquinas pesadas, operações de limpeza, remoção de árvores de grande porte, transporte de escombros, circulação de ambulâncias e deslocações das equipas de socorro”, frisou, acrescentando que “qualquer congestão nesta via compromete diretamente a segurança, a rapidez de resposta e a eficácia das operações no terreno”.
Para o presidente da Câmara da Marinha Grande, “a suspensão das portagens da A8 permitirá redistribuir o tráfego, aliviar a EN 242 e garantir condições de circulação mais adequadas às equipas que estão a trabalhar 24 horas por dia para restabelecer a normalidade”. Paulo Vicente conclui que “não podemos exigir à nossa comunidade que pague mais para ajudar a reconstruir-se. Precisamos de medidas que facilitem — e não que dificultem — o enorme esforço que está a ser feito por todos”.










