
Alvaiázere com “problema significativo de comunicações”
A energia elétrica já foi restabelecida em mais de metade do concelho de Alvaiázere, no distrito de Leiria, que tem um "problema significativo" nas comunicações, disse hoje o presidente da Câmara Municipal à Lusa.
Segundo João Paulo Guerreiro, “um bocadinho mais de 60%” dos clientes já tem energia elétrica, mas na freguesia de Maçãs de D. Maria, que “foi muito afetada”, é preciso “mais apoio da E-redes, porque está muito difícil”.
O abastecimento de água foi recuperado “quase totalmente”, mas o concelho tem ainda um “problema significativo” de comunicações.
“Confesso que não entendo como é que, uma semana depois, as operadoras ainda não conseguiram arranjar uma solução, quer através da reparação dos equipamentos fixos que tem no concelho, seja através da disponibilização de equipamentos móveis. Isso, do meu ponto de vista, é inaceitável”, criticou João Paulo Guerreiro.
“No que respeita a comunicações, Alvaiázere está um bocadinho esquecida e é mais que tempo de as operadoras restabelecerem os seus serviços mínimos no concelho para que a gente possa comunicar”, exigiu.
A Biblioteca Municipal de Alvaiázere reabriu hoje, com horário alargado, “disponibilizando espaços também para os empresários, em particular os mediadores e os agentes de seguros, [para] poderem trabalhar e ajudar as pessoas na ativação dos seus seguros”, de acordo com o autarca.
O centro de saúde continua encerrado, mas a perspetiva é que possa reabrir entre quinta e sexta-feira.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.







