
Casas modulares vão servir de lar a famílias sem teto
Virou uma “central de geradores” e ontem esteve no terreno em contacto com empresas de casas modulares para levar para Leiria pré-fabricados que possam acolher famílias que viram a depressão Kristin levar-lhes o lar.
Gonçalo Lopes, o presidente da Câmara Municipal que por estes dias faz manchete na imprensa, mostra-se “ansioso” que a energia elétrica chegue a todas as casas para avançar com a nova fase do programa ‘Reerguer Leiria’. Até lá, foram definidas prioridades. Uma delas, ajudar a população na recuperação das suas casas, sobretudo aquelas sem teto.
No terreno, está já implementada a operação ‘Telhado Solidário’, uma iniciativa que visa reparar telhados, direcionada a técnicos qualificados e empresas. “Já temos bastantes manifestações de interesse. É mais tropa que está na linha de frente para resolver este problema”, assumiu o autarca.
Paralelamente, e depois de uma visita a empresas de casas modulares, Gonçalo Lopes disse ao nosso jornal que o município vai adquirir cerca de 14 casas “para poder alojar as pessoas que atualmente estão em centros de acolhimento, pavilhões ou em casas de familiares, mas que não têm condições”.
“Estão referenciadas um conjunto de pessoas. Essas pessoas não vão ter as casas arranjadas tão depressa. Para repor aquilo que é a normalidade, estamos a fazer consultas para encontrarmos fornecedores de casas com urgência”, explicou, assegurando que as casas modulares serão colocadas “o mais próximo possível” da área de residência de quem vai usufruir.
Foram ainda reforçadas as verbas das juntas de freguesia, no total de 400 mil euros.
Quanto à reposição de energia elétrica, ontem existiam ainda 48 mil pontos no concelho sem luz. Os sítios mais preocupantes incluem empresas, mas sobretudo casas, sendo os sítios mais preocupantes aqueles que se encontram nas mais distantes da zona urbana, como Colmeias, Caranguejeira, Maceira ou Monte Redondo.
Relativamente ao abastecimento de água, Gonçalo Lopes explicou que a reposição está “estabilizada”. “A informação que tenho é que os depósitos estão a encher, mas como há excesso de consumo, o sistema ainda não está estável porque mal entra água nos reservatórios dos SMAS é automaticamente consumida e, portanto, não consegue encher. Não consegue chegar aos pontos mais finais do seu abastecimento”, esclareceu, apontando ainda para “muitas ruturas que resultaram do derrube de árvores, muitas delas estão próximas das tubagens” e que estão a ser reparadas.
“A água está a chegar, não ao ritmo que queríamos, mas está no bom caminho”, admitiu.
Hoje, uma semana depois da calamidade, será feito um balanço do que foi feito até aqui. “É uma semana que vai ficar marcada nas nossas vidas, que ainda não terminou”, disse Gonçalo Lopes, apelando à população que mantenha “a confiança e a tranquilidade relativamente à colaboração do município e a todas as pessoas que estão a ser muito solidárias com Leiria”. “Estamos todos unidos nesta missão. Leiria vai reerguer-se, com força, determinação e a coragem dos leirienses, que estão a mostrar, neste período muito crítico, a sua grandeza e a sua capacidade de resiliência”, disse.








