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Empresários querem rapidez no apoio do Governo

A Nerlei CCI alerta que as medidas de apoio às empresas afetadas pela depressão Kristin terão de ser rapidamente implementadas, defendendo que a sua execução é determinante para evitar o agravamento dos prejuízos.

O diretor-executivo da Nerlei CCI ( Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria) alertou que as medidas apresentadas pelo governo para apoiar as empresas afetadas pela depressão Kristin terão de ser “rapidamente implementadas no terreno”, sob pena de as empresas não conseguirem recuperar a tempo.

As isenções temporárias à Segurança Social, a simplificação de procedimentos de licenciamento e controlo prévio, o ‘lay-off’, as moratórias fiscais e as linhas de apoio financeiro, foram algumas das medidas apresentadas pelo Governo.

Em declarações ao Diário de Leiria, Henrique Carvalho sublinhou que existem muitas empresas paradas e inoperacionais e avisou que, sem respostas concretas no prazo de uma ou duas semanas, “as empresas não vão aguentar”. “Alguma burocracia é necessária, mas deve ser ligeira e com um sentido de urgência brutal, porque as empresas não vão aguentar. Estão paradas e inoperacionais e muitos delas vão ter que ter recursos a muito curto prazo”, salientou, defendendo que, perante “uma das situações mais graves” que o tecido empresarial já viveu, o pacote de medidas “não pode ficar no papel”.

O responsável alertou que os apoios anunciados pelo Governo representam apenas “um primeiro passo”, sublinhando a necessidade de passar a existir “algum mecanismo de fundo perdido”. “Vai ter de haver aqui uma janela de apoios em que as empresas não tenham de devolver dinheiro, se não vão ficar com mais dívidas em cima de tantos problemas”, referiu.

Entre os principais problemas que têm chegado à associação empresarial estão as falhas no fornecimento de eletricidade e nas comunicações. No caso da energia, o diretor-executivo da Nerlei CCI admitiu compreender as dificuldades técnicas associadas à reposição dos serviço. Já nas comunicações, confessou maior perplexidade. “É muito difícil perceber porque é que demorou tanto tempo e porque é que, ainda hoje, em alguns locais, continua a haver falhas”.

Outra das grandes preocupações prende-se com a recuperação de instalações e coberturas, uma vez que a falta de intervenção rápida poderá agravar ainda mais os prejuízos. “Há uma enorme preocupação para a recuperação de instalações, porque de outra forma, vai haver muitos danos em equipamentos”, acrescentou.

No entanto, o responsável reconheceu que a escassez de mão de obra constitui um forte constrangimento, tornando todo o processo de difícil operacionalização.

Prejuízos elevados e recuperação exigente

Apesar de ainda não ser possível quantificar os prejuízos diretos, Henrique Carvalho admitiu que estão em causa milhares de empresas e que o impacto económico ascenderá a centenas de milhões de euros.

Quanto ao futuro, antecipou uma recuperação exigente e desigual. “A recuperação vai ser dura e difícil, mas os nosso empresários são fortes e resilientes. Se as medidas forem devidamente e rapidamente implementadas, podem garantir aqui uma folga de tempo que permita que as situações se comecem a regularizar”, afirmou, reconhecendo, no entanto, que há empresas com danos muito significativos que irão necessitar de outro tipo de intervenções.

Fevereiro 4, 2026 . 11:30

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