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Meia centena de pedidos de ajuda chegaram à associação de animais da Marinha Grande

A maioria dos pedidos esteve relacionada com animais encontrados na via pública, muitos deles com microchip, mas cuja identificação e contacto com os proprietários foi dificultada pela falha generalizada das comunicações.

Animais a vaguear pelas ruas desorientados, cães desaparecidos e famílias obrigadas a abandonar as casas sem conseguir levar os seus animais consigo deram origem a cerca de meia centena de pedidos de ajuda dirigidos à APAMG – Associação Protetora de Animais da Marinha Grande, nos dias que se seguiram à depressão Kristin que também atingiu fortemente aquele concelho.

A maioria dos pedidos esteve relacionada com animais encontrados na via pública, muitos deles com microchip, mas cuja identificação e contacto com os proprietários foi dificultada pela falha generalizada das comunicações.

Contactada pelo Diário de Leiria, a presidente da APAMG, Catarina Contente referiu que, na maioria dos casos, os donos dos animais foram encontrados, sendo que, neste momento, apenas “um ou dois cães” permanecem nas instalações da associação sem tutor identificado.

A APAMG recebeu ainda denúncias de situações em que os animais foram abandonados nas habitações durante vários dias. A estes casos juntaram-se ainda pedidos relacionados com dificuldades económicas agravadas pela tempestade, nomeadamente de pessoas que não receberam salário ou perderam o carro e passaram a ter dificuldades em garantir alimentação aos animais a seu cargo.

Apesar do cenário exigente, a associação conseguiu dar resposta a cerca de 95% das situações sinalizadas.

Atualmente, a APAMG cuida de cerca de 400 animais, dos quais aproximadamente 70 cães se encontram no abrigo canino e 100 gatos no abrigo de felinos. Os restantes estão distribuídos por colónias de rua, famílias de acolhimento ou espaços cedidos.

No dia antes da passagem da depressão Kristin, a associação decidiu agir de forma preventiva, deslocando cerca de 15 animais – entre cães e gatos - para famílias de acolhimento, sendo esperança da associação que estas situações se convertam em adoções definitivas.

A tempestade causou também danos significativos nas instalações da associação, nomeadamente nos telhados e nas parede.“Alguma parte dos abrigos ficaram danificados e nos dias seguintes a nossa prioridade foi repor telhados e vedações”, salientou.

Na sequência da depressão Kristin, ainda se encontram desaparecidas uma cadela e uma gata.

Apesar da dimensão dos estragos, a resposta foi possível graças à mobilização da comunidade. “Não há palavras para adjetivar pela positiva a solidariedade. As pessoas têm-nos ajudado com comida e mão e obra”, afirmou Catarina Contente.

Fevereiro 4, 2026 . 12:00

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