
Prejuízos avultados na empresa de vidro Inca Glass
Liliana Moreira, responsável da empresa Inca Glass revela que após a passagem da tempestade, "está tudo a céu aberto", os telhados caíram para o interior da empresa quase na sua totalidade, máquinas que ficaram à chuva, o forno de vidro, que segundo a mesma "é o coração de tudo", também estará danificado, sendo este um forno que de acordo com Liliana Moreira "na teoria nunca na vida poderia ser desligado".
"Não sabemos muito bem o que vai acontecer quando o tentarmos ligar. É uma incógnita muito grande e cara", explica Liliana Moreira acerca do forno de vidro, absolutamente fulcral para a empresa.
De acordo com a responsável, os prejuízos são "bastante avultados", acima de um milhão de euros.
Entre os vários danos estão incluídas peças partidas que já estavam prontas para entregar aos clientes, materiais de acabamento que se partiram com a força das telhas e maquinaria que se danificou após a depressão Kristin. "Tudo junto dá um bolo muito grande", lamenta a responsável.
"Nós neste momento não temos água, luz, gás, internet, não temos rigorosamente nada no sítio onde estamos", indica Liliana Moreira, sendo que os trabalhos da Inca Glass estão em suspenso. Necessitaram de se localizar até Caldas da Rainha e Óbidos para conseguir contactar os seus clientes a dar conta do sucedido.
"Vai ser mesmo muito difícil de reerguer uma coisa que já não estava assim tão fácil de manter", revela a responsável da empresa Inca Glass, indicando que após a época do covid e da guerra, não tem sido fácil manter o negócio.
A Inca Glass é uma empresa dedicada ao fabrico manual de vidro de forma artesanal, sendo umas da poucas empresas de vidro manual em Portugal.
A empresa trabalha ainda com moldes, consoante a situação que os clientes pedirem, e com abrangência ainda numa parte mais industrializada.









