
Região de Leiria recebe camiões de materiais mas precisa de utensílios
A região de Leiria tem recebido camiões carregados de materiais de construção, que serão distribuídos pelos concelhos, mas continua a precisar, principalmente, de utensílios de trabalho, disse hoje à agência Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM).
“Continuamos a precisar, naturalmente, de materiais de construção. Neste momento o que estamos a responder às empresas que nos contactam é que precisamos de lonas, telhas, mas também carros de mão, pás, luvas, tudo o que são utensílios necessários para a reconstrução, sobretudo as pequenas, e aquelas que são provisórias, para evitar que a degradação continue a acontecer”, especificou o presidente da CIM da Região de Leiria, Jorge Vala.
O autarca apelou ainda a “um reforço na resposta em alguns destes materiais, porque estão a ser distribuídos pelos 10 concelhos da Região” de Leiria, apesar de, “felizmente estar a chegar muito material” de construção.
“Posso dizer que chegaram cerca de 20 semirreboques de materiais de construção da região do Alentejo Central, ainda hoje de manhã estavam a chegar dois camiões de Mortágua”, distrito de Viseu, enalteceu.
Jorge Vala, que também preside a Câmara Municipal de Porto de Mós, adiantou à agência Lusa que “os materiais de construção estão a ser distribuídos pelos 10 concelhos, mediante as necessidades” de cada um.
A CIM da Região de Leiria é composta pelos Municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
“Sabemos que há concelhos que recebem diretamente, dádivas de pessoas que estão fora da região e querem colaborar, mas estamos a coordenar da melhor forma possível”, acrescentou.
Jorge Vala vincou a “enorme gratidão” que os autarcas da Região de Leiria sentem “pela onda de solidariedade tem existido, pela resposta muito forte de todo o país, que é bem revelador do que é o povo e a nação” de Portugal.
“Também no que diz respeito à mão-de-obra, tem havido muita, porque está a acontecer uma onda de solidariedade muito grande, com empresas de norte a sul do país a disponibilizarem profissionais e sabemos que temos grandes empresas que estão connosco e vão permanecer para ajudar a dar resposta às necessidades”, realçou.
O Exército e os Sapadores também “estão no terreno, com a ajuda de voluntários, num trabalho muito importante como é a limpeza de vias, terrenos e outros espaços necessários” para a normalização do dia-a-dia.
“Agora o nosso trabalho está na gestão de recursos e materiais, com um modelo de organização para que as coisas funcionem e também para que as pessoas que têm vontade de ajudar o possam fazer de forma efetiva”, conclui Jorge Vala.









