
Associação de construtoras alerta para atividade quase suspensa no setor da construção
No rescaldo daquela que os especialistas consideram ter sido a "tempestade mais devastadora a atingir o país", com especial incidência na região Centro, a Associação Regional dos Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria e Ourém (ARICOP) faz um balanço do trabalho já desenvolvido no terreno e das ações em curso no apoio às populações e às empresas afetadas.
Para o setor da construção e das obras públicas da região, o impacto da depressão continua a “manifestar-se extremamente nefasto” dado que a grande maioria dos empresários suspenderam praticamente toda a atividade, retirando o “seu pessoal para a recuperação dos edifícios das suas empresas e habitações, também muito afetadas, e apoio das populações onde estão sediadas”.
Apesar das dificuldades sentidas ao nível das comunicações, a ARICOP garante, numa nota enviada ao nosso jornal, que os seus serviços mantiveram-se operacionais, prestando apoio contínuo aos associados. Entre as principais ações, destaca-se a divulgação de informação relativa aos apoios governamentais anunciados, bem como a recolha de dados sobre os danos registados no edificado das empresas e noutras estruturas, além do levantamento da disponibilidade dos associados para continuarem a colaborar, nomeadamente através do fornecimento de materiais de construção e mão de obra.
Em reunião, a direção da associação equacionou ainda a necessidade de solicitar a prorrogação dos prazos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tendo em conta que muitas das obras em curso se encontram paradas, sem previsão de retoma.
A preocupação é agravada pelas previsões meteorológicas, que apontam para a possibilidade de a tempestade Kristin integrar um “comboio de tempestades” que poderá continuar a afetar o território.
Face a este cenário, a ARICOP considera ser ainda “prematuro” quantificar a dimensão total dos prejuízos sofridos pelo setor da construção e obras públicas na região.
A associação assegura, por fim, que continuará a garantir todo o apoio que venha a ser solicitado pela Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, entidade responsável pelo acompanhamento e coordenação dos esforços de apoio às populações e às empresas afetadas.








