
Oeste com menos estradas inundadas mas muitas vias cortadas por deslizamentos de terras
A maior parte das estradas principais que se encontravam inundadas no Oeste já foram reabertas, mas na região há ainda muitas vias interditadas devido ao deslizamento de terras, informou o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil.
“Não temos zonas inundadas com a dimensão e com a afetação de habitações que tínhamos ontem [quinta-feira]”, disse hoje à agência Lusa o comandante sub-regional, Carlos Silva, num ponto de situação até às 16:00.
“Praticamente todas as estradas principais, tanto em Alenquer, como na Lourinhã, como em Torres Vedras, Alcobaça e Caldas da Rainha, que eram as que estavam mais afetadas por áreas inundadas, estão reabertas”, informou, apontando como exceção a estrada entre Valado dos Frades e Alcobaça, que se mantém intransitável.
Nos 12 concelhos do sub-comando há ainda “muitas vias cortadas devido ao deslizamento de terras “que, em vários casos, têm quebrado estradas que vão demorar dias ou meses para reparar”.
Registam-se também “quebras das condutas de abastecimento de água que passam nas estradas, com muitas roturas e algumas localidades sem água”, acrescentou Carlos Silva, precisando que tal se verifica, sobretudo, nos concelhos de Torres Vedras, Sobral de Monte Agraço e Arruda dos Vinhos, onde “há muitos deslizamentos de terras”.
Segundo o comandante, espera-se um agravamento das condições meteorológicas na região a partir das 06:00, podendo ter implicações como “a continuidade de movimentos de massa e algumas infraestruturas e árvores que estejam fragilizadas possam cair”, além de que a subida dos rios e ribeiras poderão “aumentar as inundações”.
Neste contexto, Carlos Silva deixou o alerta para que, durante o fim de semana, as pessoas não se aproximem das zonas ribeirinhas nem da orla marítima e evitem “deslocações desnecessárias e comportamentos de risco”.
Um apelo extensivo ainda a quem está a efetuar trabalhos de recuperação das habitações, para que “o façam em segurança”, devido à chuva e aos telhados escorregadios que exigem “cuidado para evitar acidentes”.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.







